A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu abrir um processo para apurar a conduta do ex-secretário nacional da Juventude Bruno Júlio (PMDB-MG). No início deste mês, em meio à crise no sistema carcerário do País, com rebeliões e massacres em diversos complexos penitenciários, Bruno Júlio se disse “meio coxinha” e defendeu à coluna do jornalista Ilimar Franco, de ‘O Globo’, que “tinha era que matar mais” e “tinha que fazer uma chacina por semana”.
No mesmo dia da declaração dele, 31 presos haviam sido mortos durante rebelião em uma penitenciária de Roraima e, alguns dias antes, outras 56 pessoas haviam morrido após motim em um presídio de Manaus (AM).
Diante da repercussão negativa em torno da declaração, Bruno Júlio pediu demissão do cargo poucas horas após a fala se tornar pública. À época, ele chegou a dizer, em mensagem publicada no Facebook, que havia se referido às mortes nos presídios “como cidadão, em caráter pessoal”.
A decisão da Comissão de Ética
Segundo o presidente da comissão, Mauro Menezes, em entrevista coletiva, o processo foi aberto por iniciativa do grupo, com base em artigo do Código de Ética que trata do decoro na administração pública federal. Apesar de Bruno Júlio não estar mais no governo, a comissão informou que pode abrir o processo porque o fato em análise ocorreu enquanto ele exercia o cargo de secretário nacional. (AG)
