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Executivos chamavam propina a ex-senador Gim Argello de “projeto alcoólico”, diz Ministério Público Federal

Os procuradores da República Athayde Ribeiro Costa (E) e Carlos Fernando dos Santos Lima (D) durante coletiva na sede da Polícia Federal em Curitiba (Foto: Rodolfo Buhrer/Folhapress)

Mensagens trocadas entre executivos da empreiteira OAS, que basearam as investigações da Operação Lava-Jato sobre o ex-senador Gim Argello (PTB), mostram apelidos e códigos que eram usados para tratar da propina ao político. O MPF (Ministério Público Federal) investiga pagamentos da empreiteira a uma igreja na cidade de Taguatinga (DF), reduto eleitoral do ex-senador. Argello foi preso nesta terça-feira (12) pela Polícia Federal.

As conversas são de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, com Dilson Paiva, diretor administrativo da empreiteira, e Roberto Zardi, diretor de Relações Institucionais. Paiva e Zardi foram conduzidos para depor nesta terça-feira. Em uma das mensagens, de maio de 2015, enviada a Paiva, Pinheiro diz que precisa atender uma doação de R$ 350 mil para a Paróquia São Pedro, em Taguatinga. Ele especifica que a mensagem faz parte do “projeto alcoólico”, uma referência a Gim, segundo os investigadores.

Em outra mensagem, desta vez para Zardi, Pinheiro lhe pergunta se “continua tomando Gim”. Na resposta, Zardi diz: “Tomei naquele dia e gosto”. Em uma mensagem de 21 de maio, Zardi diz a Pinheiro: “Doação, confirmado recebimento-alcoólico”.

A 28ª etapa da Lava-Jato, batizada de Vitória de Pirro, investiga a cobrança de propinas para evitar convocação de empreiteiros em comissões parlamentares de inquérito sobre a Petrobras. Argello era membro da CPI no Senado e vice-presidente da CPI mista instalada para investigar denúncias na estatal. (AG) 

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