A expectativa média de longevidade para quem nasce – e permanece – no Rio Grande do Sul subiu para 76 anos e cinco meses no período de 2022 a 2024, um mês a mais que no triênio anterior. Entre as mulheres o indicador foi de 79 anos e 7 meses, ao passo que entre os homens o patamar é de 73 anos e 4 meses – uma diferença de 6 anos e três meses de estimativa de longevidade entre os dois gêneros. No mesmo período, os idosos (faixa etária iniciada aos 60 anos) passaram a representar 20,6% dos gaúchos.
Já em um recorte mais amplo, de 2000 a 2024, o Estado passou a ter 1,2 de milhão de idosos a mais. A fatia abrangida pela população com 15 anos ou menos, por sua vez, apresentou redução de 17,7%, com 676.327 indivíduos a menos.
No que se refere à população em geral, em 2024 o contingente de habitantes do Estado era de 11.229.915, quase 9,5% a mais que no ano 2000 – um acréscimo de aproximadamente 960 mil pessoas. Os dados constam em estudo realizado pelo Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG).
Mortalidade
Em 2024, o Rio Grande do Sul registrou 101.480 óbitos. Em quase 25% a causa foram doenças do aparelho circulatório, seguidas por neoplasias (câncer), com pouco mais de 21%, e por doenças do aparelho respiratório, em torno de 12%, enquando causas externas causaram 8,1% dos falecimentos.
Entre 2000 e 2024, a taxa de mortalidade por neoplasias passou de 127,4 a 190,6 óbitos por 100 mil habitantes. As doenças do aparelho circulatório permaneceram como a principal causa de morte entre pessoas a partir dos 70 anos. Na faixa etária de 50 a 69 anos, as neoplasias responderam pela maior parcela das mortes.
As causas externas foram a principal ocorrência de morte entre pessoas de 1 a 49 anos. Entre os homens, responderam por 11,2% dos óbitos. Entre as mulheres, por 4,6%.
As doenças infecciosas e parasitárias, grupo que inclui a covid, ocuparam a 7ª posição entre as causas de morte em 2024, com taxa de 42,5 óbitos por 100 mil habitantes. Em 2021, esse grupo havia registrado 276,3 óbitos por 100 mil habitantes.
No triênio 2022-2024, a probabilidade de óbito antes de 1 ano de vida apresentou aumento em relação ao triênio anterior. As causas perinatais responderam por 54,1% dos óbitos. O termo abrange complicações de saúde entre a 22ª semana de gestação e o 7º dia do recém-nascido – asfixia no parto, prematuridade, infecções congênitas (como o estreptococo do grupo B) e problemas maternos como síndromes hipertensivas e hemorragias, dentre outros fatores.
Natalidade
Em relação à natalidade, no período de 2000 a 2024 a taxa bruta passou de 17,2 a 10 por mil habitantes. Já a taxa bruta de mortalidade subiu de 6,6 para 9 a cada mil.
Como resultado, a taxa de crescimento vegetativo baixou de 10,6 a 0,9 por mil habitantes. Para quem não está familiarizado ao termo, trata-se da diferença entre o número de nascimentos e o de mortes em uma população durante determinado período, com base nas taxas de natalidade e mortalidade.
(Marcello Campos)
