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Extremistas portavam armas e spray de pimenta em caravana que tentava escapar de Brasília

Forças federais e distritais não permitirão que a área em frente ao Quartel General do Exército volte a ser ocupada. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Extremistas do grupo bolsonarista que atacou, no domingo (8), a sede dos poderes em Brasília (DF), em uma tentativa de promover um golpe de Estado, portavam armas de fogo e equipamento como spray de pimenta, um tipo de armamento não letal, de comercialização controlada. As armas foram apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), durante operação para reprimir e investigar suspeitos de participar dos atos de destruição na capital federal.

As informações constam em anotações do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. Em entrevista, Dino afirmou nesta segunda-feira (9) apenas que uma arma de fogo havia sido apreendida, quando a PRF interceptou ônibus que tentavam escapar de Brasília. O coletivo já trafegava por Goiás.

No papel, porém, constam mais detalhes, como a informação de que a arma era um revólver municiado com seis projéteis. As balas estavam intactas. O passageiro com o revólver viajava no ônibus de placa MFS2496. O coletivo foi apreendido na BR-040. No momento da abordagem, outro passageiro reagiu. Ele dispensou o gás de pimenta dentro do veículo.

Interventor

Nomeado interventor federal para a área de segurança pública do Distrito Federal, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, assegurou que as forças federais e distritais não permitirão que a área em frente ao Quartel General do Exército volte a ser ocupada.

Na manhã desta segunda, policiais militares e efetivos do Exército começaram a desocupar o amplo espaço verde localizado a cerca de 6 quilômetros da Esplanada dos Ministérios. Até por volta de meio-dia, cerca de 1,2 mil pessoas já tinham sido detidas no local e conduzidas para a Superintendência da Polícia Federal, onde estava sendo feita uma triagem.

“Desativamos o acampamento que funcionou como QG dos atos antidemocráticos inaceitáveis de ontem [8]”, escreveu Cappelli em sua conta pessoal no Twitter, referindo-se à invasão, no domingo, ao Palácio do Planalto (sede do Poder Executivo federal), ao Congresso Nacional e ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Todas as barracas serão retiradas. A área foi retomada e não será permitida a volta de ‘manifestantes’”, acrescentou Cappelli, confirmando que todas as pessoas retiradas da frente do quartel do Exército estão sendo encaminhadas à Superintendência da PF.

Ao menos 40 ônibus foram usados para transportar os manifestantes antidemocráticos detidos até perto de meio-dia. Segundo o Exército, até aquele momento, havia ainda pelo menos 500 pessoas no local. Os pertences pessoais não retirados, como barracas, roupas e outros objetos, ficarão sob a guarda do Exército.

Segundo a assessoria do Exército, apesar da área ocupada há cerca de 60 dias ser muito ampla e bastante visitada por turistas e moradores do Distrito Federal, a Força adotará as medidas necessárias para impedir o retorno de grupos que rejeitam o resultado das eleições e fazem uma série de pedidos golpistas, como uma ação militar para impedir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de governar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da Agência Brasil.

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