Os ativos domésticos tiveram um pregão negativo nesta quarta-feira (8), refletindo o aumento da percepção de risco institucional no País, após os atos políticos promovidos pelo presidente Jair Bolsonaro no 7 de Setembro. O principal índice da Bolsa brasileira (B3) fechou em forte queda de 3,78%, aos 113.412,84 pontos, no menor nível desde março. Na máxima, bateu em 117.866,14 na abertura. Já no câmbio, o dólar registrou ganho de 2,89%, encerrando na máxima do dia, a R$ 5,3261 – maior valor desde 23 de agosto.
A queda na Bolsa foi a maior desde 8 de março, quando o recuo ficou em 3,98%, após o ex-presidente Lula (PT) se tornar elegível novamente em decorrência de uma decisão do ministro do STF Edson Fachin.
Os investidores ficaram especialmente atentos a dois discursos feitos nesta tarde: primeiro, o do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e depois, o do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux.
“Não vejo mais espaço para radicalismos e excessos”, disse Lira que, como presidente da Câmara, é responsável por colocar em votação – ou não – a autorização a pedidos de impeachment do presidente, julgados posteriormente pelo Senado. Ele prometeu conversar com todos os Poderes e reafirmou que a Câmara segue trabalhando em cima das “pautas do Brasil”. “O principal compromisso está marcado para 3 de outubro de 2022”, concluiu Lira, referindo-se à data do primeiro turno da eleição presidencial, no ano que vem.
