Acusado de ter ameaçado sua ex-mulher, o perito Ricardo Molina deu sua versão ao jornal O Globo. Ele confirmou a veracidade dos vídeos publicados por Janinne Jasem nas redes sociais, mas disse que havia um contexto específico, motivado por um ódio decorrente de um suposto caso extraconjugal dela. Apesar de confirmar as ofensas e, inclusive, o desejo de morte dela, Molina afirmou que nunca houve ameaças à integridade física da mulher e que nunca encostou “um dedo nela”.
“Nesse vídeo não há nenhuma ameaça à integridade física. Você encontra ‘desejo que ela morra’, porque eu estava desejando mesmo”, disse Molina, afirmando que todos os cortes de vídeos se tratam do mesmo episódio, no dia 11 de março. “Eu estava trancado em casa, só queria que ela fosse embora. Se ela diz que aquilo era uma ameaça, por que ela não foi embora? Se ela já estava do lado de fora. Permaneceu no local de suposta ameaça só para me filmar. Quem está ameaçado corre, vai embora.”
“Morra, Janinne, morra”, diz Molina, no primeiro áudio. No seguinte, o perito continua: “É a única coisa que o mundo merece. Que você desapareça dele. Da minha vida, você vai desaparecer, mas o mundo ganhará muito sem a tua presença. Isso é certo”.
Nos primeiros vídeos, há cenas de Molina proferindo ofensas contra ela, de salas e móveis quebrados e de ameaças de estrangulamento contra o cachorro do casal. Em uma das cenas, Molina urina em cima da bíblia de Janinne.
Molina, que tem 71 anos, conta que os problemas começaram em outubro do ano passado, quando ela, que tem 28 anos, teria pedido para que morassem separados e proposto um relacionamento aberto. O perito, porém, diz que eles continuaram casados, e passaram Natal e réveillon juntos, apesar da separação de casas. Mas as coisas teriam mudado no dia 6 de janeiro, um dia após seu aniversário, quando ela decidiu, segundo Molina, revelar que vivia um caso extraconjugal. Nesse momento, eles resolveram se divorciar.
Segundo Molina, o processo de divórcio ficou sob responsabilidade dela, que é advogada. Mas no dia 8 de fevereiro, ele diz que Janinne teria tentado suicídio, com uma overdose de Rivotril. Ele conta que foi socorrê-la no hospital e que o médico recomendou que ela se internasse numa clínica, o que a advogada não teria aceitado. Ele, então, teria assinado a liberação.
“Nesse mesmo dia, ela disse que não queria mais a separação. Fiquei feliz, porque eu nunca quis o divórcio, só surgiu num contexto de caso extraconjugal dela. Entendi, então, que havia acabado o caso, nós conversamos, e ela propôs mudarmos de casa. Ela foi atrás de um apartamento e encontrou o que ela dizia ser o apartamento dos sonhos dela, que ia decorar como queria. Depois me pediu para comprar passagem para Paris porque queria fazer nova lua de mel. Fiquei vibrando de felicidade”, diz Ricardo Molina.
O perito disse que eles continuaram juntos até o episódio da briga registrado em vídeo, no dia 11 de março. Naquela tarde, eles foram almoçar num restaurante, mas começaram a discutir por motivos fúteis, afirma Molina.
Na volta para casa, em meio à discussão, Molina diz que ela abriu a porta do carro, mesmo em alta velocidade, e ameaçou se jogar. Depois, teria mordido fortemente seu braço. Segundo Molina, eles então voltaram cada um para sua casa, a fim de “esfriar a cabeça”. Nesse meio tempo, ele afirma que conversou com um amigo, que lhe alertou que Janinne estava dando sequência ao caso extraconjugal.
Em seguida, Jannine aparece na porta da sua casa, para buscar a chave do carro que ela havia esquecido. Molina diz que ela estava o xingando, e ele admite que ficou “com ódio mortal” dela.
“Ela me fez alugar um novo apartamento caro, comprar passagem para Paris e continuava me traindo. Qual pessoa continuaria calma? Eu falava para ela ‘vai embora, eu quero que você morra sua f…’. Falei mesmo. Estava e traindo descaradamente, me fazendo de palhaço”, afirmou Molina. “Eu perdi mesmo o controle. Espécie de surto, estava com ódio mortal dela, mas não encostei a mão nela. Tanto que fechei a porta da sala até para me proteger, porque ela já tinha me atacado no carro. Eu nunca encostei o dedo nela.”
Em determinado momento, porém, Molina disse que iria “matar” Janinne.
“Devo ter dito no sentido figurado. Como eu ia matar ela? Está pinçando coisas. Eu estava tomado por ódio. Se quisesse mata la eu ia abrir a porta e ir atrás dela. Queria que ela fosse embora.”
No mesmo episódio, Molina ainda ameaçou estrangular o cachorro do casal, Lui, momento que também foi registrado em vídeo. Sobre isso, o perito disse que “era uma estratégia”.
“Nunca estrangularia o cachorro. Era uma estratégia. Falei para ela isso porque sei que ela gosta do cachorro. Eu também gosto, eu amo aquele cachorro. Estou sofrendo muito porque ela sequestrou o cachorro daqui e já tínhamos combinando que seria guarda compartilhada.”
Ao final do vídeo, Molina aparece urinando na Bíblia que pertencia a Janinne, com as mãos sujas de sangue: “Isso vai me dar um grande prazer. A Bíblia da mulher: aqui ensina ela a chupar um pau, mas ela não aprendeu. Mas eu vou cagar também, essa aqui mijar é pouco”, diz Molina no vídeo. Após esse caso, Janinne levou as imagens à delegacia e conseguiu uma medida protetiva contra ele. As informações são do jornal O Globo.
