Em vista do acirramento e o “racha” de posicionamentos e opiniões políticas recentes , uma nova dinâmica de interpretação e leitura do momento, talvez ajude.
Ao invés da tradicional “grenalização” ou polarização, discussões sem fim e amizades estremecidas, que tal uma nova estrada?
Sem armadilhas no caminho e sem o “murismos” dos isentões.
A ideia é o acionamento do nosso auto-filtro ou o raciocínio triangular e pragmático.
Ao receber uma informação e antes de julgar se aprova ou reprova o fato ou comentário, faça a você mesmo as seguintes indagações:
Será que o fato é real?
Qual o interesse que eu saiba disso?
Qual o objetivo da informação chegar a mim?
Qual relevância, a não ser o de compartilhar a informação?
Para isso ter efeito positivo, requer que avalie e pondere sem paixões e com toda honestidade intelectual.
Se não tiver como, pode parar por aqui mesmo e pular a tela.
Não se trata de artimanhas para fazer mudar de opinião ou que não se tenha convicções políticas firmes, mas de separar o que é um fato existente de verdade, por versões, opiniões e interpretações de outros.
Os tempos de agora são de notícias com “análises” e a reboque, vem as teses, suposições e até especulações de quem as comenta e explica a notícia.
As interpretações podem servir a propósitos ou a interesses, cooptando o leitor ou telespectador com técnicas subliminares de indução subjetiva.
Adote como lema a frase do mestre Augusto Nunes:
“A notícia é do jornalista. A interpretação é minha.”
Um fato pode gerar muitas opiniões e, mais recentemente, as opiniões se transformam em fatos e normalmente sempre contra o adversário político.
E se ninguém fizer o contraponto ou tiver espaço para tanto, esta opinião passa a ser a verdade!
É tempo de ouvir com atenção!
Bater panelas, gritar e ofender é pura imaturidade política, ao invés de fazer só barulho, ouça e avalie os argumentos de todos.
Tente entender as razões e argumentos verdadeiros, independente de pré julgamentos de suas convicções de até então.
Copiar modelos de falas, pensamentos dos ” descolados” e de influenciadores digitais, faz do indivíduo apenas um repetidor de opiniões alheias que faz por interesse próprio, alcançando sua passionalidade.
Isso é medíocre!
Para não ser apenas um papagaio de repetição dos pensamentos alheios, pense livre e por você mesmo!
Como?
Comece duvidando de todos, inclusive daqueles com quem simpatiza.
Sem achismos ou futurologia, busque fontes seguras, ouça mais de uma opinião sobre o tema em questão e julgue com critérios independentes.
É bem difícil. Mas é o caminho para pensar livre e com sua própria razão.
A frase de John Philpot Curran tem 236 anos e continua valendo:
“O preço da liberdade é a eterna vigilância.”
Na era das informações abundantes e disponíveis em suas mãos a qualquer tempo, é preciso discernimento e pragmatismo e evitar as paixões que nos cegam.
Ser livre é o caminho para ser o dono de seu próprio destino.
Rogério Pons da Silva
