Isolada com a família num sítio desde o ano passado, Fernanda Lima pensou em experimentar algo diferente no relacionamento com Rodrigo Hilbert e na vida profissional. Juntos há mais de 15 anos e apresentadores com carreiras consolidadas, os dois nunca haviam dividido o comando de um programa.
Era a hora de dar esse passo. Surgiu, então, a ideia do “Bem juntinhos”, atração que estreia no próximo dia 15, às 21h30m, no GNT, em que os dois recebem convidados em casa (na verdade, um cenário que simula o lar do casal) para conversar sobre temas diversos.
“É um bom bate-papo com pessoas que admiramos. E com a possibilidade de um casal, conhecido do público, mas que nunca trabalhou junto, de dividir a mesma cozinha”, diz Fernanda.
Dar à luz o projeto não foi missão simples, sobretudo em tempos de pandemia. Além dos prazos apertados, equipes reduzidas e rígidos protocolos sanitários, havia o cansaço acumulado das noites mal dormidas desde que Maria, a caçula do casal, nasceu, em outubro de 2019. A chegada da menina à família foi providencial para suportar o futuro.
“Um bebê no meio de toda essa dor, por mais trabalho que dê, é uma alma de amor puro, de alegria. Nada poderia ser tão maravilhoso quanto um filho nesse momento tão difícil”, diz Fernanda.
Com casa, comida, trabalho, “um jardim de eletrônicos para as crianças estudarem”, os dois evitam dar ênfase a qualquer dificuldade do período. Não que elas sejam inexistentes. Em julho do ano passado, o pai de Fernanda, Cleomar, foi uma das vítimas da covid-19. A apresentadora, assim como os filhos mais velhos, os gêmeos João e Francisco, teve que lidar com a sua perda.
“Foi muito punk. Não tínhamos como esconder nada deles. É tudo muito transparente quando você está na mesma casa”, relembra. “Eles nunca me viram chorar daquela maneira. Queriam cuidar, e eu tive que quebrar a masculinidade todo o tempo: ‘Vamos chorar, vamos sofrer. Não precisa segurar a onda, temos que botar para fora’.”
