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Fiergs afirma que decisão do Copom de manter taxa de juros se explica pelo cenário interno

Apesar da alta na inflação nos últimos meses, as instituições financeiras apostam na manutenção da taxa em 2% ao ano, no menor nível da história. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa Selic em 13,75%, na reunião de quarta-feira (21), se explica, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), pelo fato de o Brasil ter começado o aperto monetário muito antes dos demais países e as implicações dos juros elevados terem impactos defasados sobre a economia.

“Um cenário mais favorável no médio prazo no âmbito doméstico, somado a um ambiente externo que sinaliza aumento generalizado nos juros e consequente redução da atividade econômica, que deve ajudar a descomprimir cadeias e preços de matérias-primas, forma a conjuntura base para o Copom anunciar o encerramento do ciclo de alta da Selic”, explica o presidente da entidade, Gilberto Porcello Petry, lembrando que foram 12 reuniões consecutivas de aumentos na taxa básica de juros.

Segundo Petry, o Banco Central deve continuar com uma postura vigilante em relação às incertezas que rondam, principalmente em relação à condução da política fiscal a partir de 2023, que poderá ser fonte de oscilações da taxa de câmbio e de juros.

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