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Filho de Donald Trump é acusado de participar da interferência russa nas eleições dos Estados Unidos

Donald Trump (D) e Putin em encontro na Alemanha. (Foto: Reprodução)

As denúncias sobre a interferência russa nas eleições americanas chegaram à família do presidente Donald Trump.  De acordo com  reportagem publicada na edição de domingo (09) do The New York Times, o filho mais velho do presidente, Donald Trump Jr., teria se encontrado com a advogada russa Natalia Veselnitskaya na sede da companhia da família em julho do ano passado. Esse fato está repercutindo em todos veículos de comunicação nos Estados Unidos.

Ambas as partes teriam prometido trocar informações prejudiciais sobre Hillary Clinton, a adversária de Trump na disputa presidencial. As informações foram repassadas ao jornal por três conselheiros da Casa Branca. A advogada também teria dito que tinha dados sobre a participação de russos no financiamento da campanha democrata.

O porta voz jurídico de  Trump, Mark Corallo, disse em um comunicado por e-mail que o presidente dos Estados Unidos não compareceu e não tinha conhecimento do encontro. Ele não fez comentários sobre a reportagem no Twitter, mas pela primeira vez as denúncias atingiram membros da família de Donald Trump. O presidente se contradiz sobre o tema.

Na semana passada, antes de se encontrar com  o presidente da Rússia, Vladmir Putin, na Alemanha, Trump admitiu que a Rússia pode ter interferido nas eleições. Mas no fim de semana, pelo Twitter, Trump disse que o fato de ter conversado sobre o tema com Putin, na reunião de sexta-feira (08), não significa que ele acredite que a interferência tenha acontecido.

Segurança cibernética

Uma discussão sobre segurança cibernética entre o presidente Putin e Trump, em Hamburgo, na Alemanha, não significa que as duas nações começarão a abordar o problema juntos já na terça-feira (11), disse Svetlana Lukash, representante do governo russo, nesta segunda-feira. Os dois presidentes discutiram no encontro a ideia de criar o que Trump chamou de “unidade de cibersegurança impenetrável”, a fim de impedir os ataques de hackers em eleições futuras. A conversa sobre o tema durou 40 minutos, segundo Svetlana.

“Provavelmente, Trump não está pronto ainda (para o trabalho conjunto) nesse estágio”, afirmou Svetlana, na cúpula do G20. “Ninguém, exceto os participantes do encontro, sabe como a proposta foi formulada e como o presidente Trump reagiu”, completou.

No domingo, Trump voltou atrás sobre uma unidade de segurança cibernética com a Rússia, tuitando que ele não acredita que aconteceria. A sua mensagem foi divulgada horas após sua proposta ser duramente criticada pelos republicanos, que disseram que Moscou não podia ser confiável. O presidente americano pediu por uma reaproximação com os russos em sua campanha, mas não conseguiu realizá-la porque seu governo vem sendo marcado por investigações de alegações de interferência russa na eleição e ligações com sua campanha.

 

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