Ícone do site Jornal O Sul

Filho do presidente dos Estados Unidos será julgado por conselheiro especial

Os jurados ouviram trechos do livro de memórias de Hunter Biden narrados por ele mesmo (existe uma versão em áudio). (Foto: Reprodução)

O procurador-geral dos Estados Unidos, Merrick Garland, disse nesta sexta-feira (11) que o promotor federal que apresentou acusações criminais contra o filho do presidente americano Joe Biden, David Weiss, terá independência para investigar se Hunter Biden se envolveu em negócios impróprios.

Com a decisão de Garland, o promotor se tornou conselheiro especial, conquistando mais liberdade nas suas investigações do que tinha quando era promotor federal.

A mudança de posição de Weiss – nomeado procurador por Donald Trump – ocorre ao mesmo tempo que os republicanos ameaçam um impeachment sobre alegações – até então não comprovadas – de que o presidente norte-americano se beneficiou dos empreendimentos comerciais de seu filho.

Os republicanos acusaram Biden de lucrar com os negócios de seu filho na Ucrânia e na China. O presidente da Câmara dos Representantes, Kevin McCarthy, disse em julho que a câmara poderia abrir um inquérito de impeachment.

A Casa Branca negou as alegações e disse serem “teorias da conspiração insanas”. A presidência também afirmou que Biden não participou dos negócios do filho.

Até o momento, as investigações de anos conduzidas por Weiss não revelaram nenhuma evidência de que Hunter usou o poder político de seu pai para ganho pessoal. Hunter, de 53 anos, trabalhou como lobista, advogado, consultor e banqueiro de investimentos.

Weiss também acusou Hunter Biden de não pagar impostos em 2017 e 2018 e de possuir ilegalmente uma arma de fogo enquanto era viciado em drogas. Ele é o terceiro promotor nomeado por Garland para ter mais liberdade em investigações.

Um deles foi o procurador especial Jack Smith que abriu dois processos criminais contra Trump – um acusando-o de tentar anular a derrota presidencial em 2020 e um segundo que alega que o ex-presidente levou indevidamente documentos confidenciais do governo quando deixou a Casa Branca e tentou impedir funcionários de recuperá-los.

Outro foi Robert Hur, que está investigando se Biden usou documentos de formas indevidas quando deixou o cargo de vice-presidente em 2017.

A nomeação ocorre em um momento em que Joe Biden é candidato à reeleição nas eleições de 2024, nas quais poderá ter como rival o ex-presidente republicano Donald Trump, alvo de várias acusações criminais, uma delas sob responsabilidade de outro procurador especial designado pelo Departamento de Justiça, Jack Smith. Para Garland, a promoção de Weiss “reforça” a independência de sua investigação. As informações são das agências de notícias Reuters e AFP.

Sair da versão mobile