“Paulina”, coprodução entre Brasil, Argentina e França, remake do filme argentino “La Patota” (1960), foi a grande vencedora da Semana da Crítica, mostra paralela de Cannes. O anúncio foi feito na noite desta quinta-feira (21).
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O filme dirigido pelo argentino Santiago Mitre (“O Estudante”) e produzido pelo cineasta brasileiro Walter Salles teve todas as sessões lotadas no Espaço Miramar. O longa é sobre uma advogada (Dolores Fonzi) que decide largar a carreira para ensinar garotos pobres em Misiones, na Tríplice Fronteira, quando é estuprada por alguns alunos. Ela decide não prestar queixa, levantando questões sociais controversas.
Walter Salles soltou uma nota dizendo que a vitória na Semana da Crítica “é uma grande alegria para o cinema latino-americano”. “É um tributo ao talento singular de Santiago e à atuação impressionante de sua atriz principal, Dolores Fonzi. Esse prêmio também tem uma importância simbólica num ano em que nosso cinema foi menos presente em Cannes do que poderia, e prova que a cooperação na produção entre Brasil e Argentina criada pela Ancine é um acerto”, escreveu.
“Paulina” desbancou produções como o filme palestino “Degrade”, de Arab e Tarzan Abunasser, e o americano “Krisha”, de Trey Edward Shults.
O cinema latino-americano, que teve pouca presença na seleção oficial, também foi premiado com “La Tierra y la Sombra”. O longa do colombiano Cesar Acevedo levou dois prêmios: o France 4 Visionary Award (para um filme que “reflete a paixão e o entusiasmo de promissores novos críticos para jovens realizadores”) e o SACD, concedido pela Sociedade de Autores. O afegão “The Wakhan Front” levou o Gan Foundation Support, que ajuda o filme na distribuição em território francês.
