Os financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para aquisição e construção de imóveis cresceram 42,7% em janeiro em comparação ao mesmo período de 2019, atingindo R$ 7,27 bilhões. Foi o melhor resultado para o mês desde 2016. As informações são do portal de notícias G1.
Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) nesta sexta-feira (28).
No entanto, em relação a dezembro de 2019, houve queda de 16,1% nos financiamentos com recursos da poupança, explicada pela sazonalidade.
No acumulado dos últimos 12 meses até janeiro de 2020, foram aplicados R$ 80,9 bilhões na aquisição e construção de imóveis com recursos do SBPE, alta de 37,9% sobre os 12 meses anteriores.
Em janeiro, foram financiados nas modalidades de aquisição e construção 27,9 mil imóveis, elevação de 38,9% em relação a janeiro de 2019 e redução de 11,9% em relação a dezembro.
Em 2019, o financiamento imobiliário com recursos da poupança cresceu 37,1%, chegando a R$ 78,7 bilhões. Segundo a Abecip, no ano passado, foram financiadas aquisições e construções de 298 mil imóveis, um crescimento de 30,5% na comparação com 2018.
A Caixa se manteve na liderança do setor, com R$ 2,669 bilhões financiados nas modalidades construção e aquisição.
O Bradesco ficou em segundo lugar, com R$ 1,525 bilhão, e o Itaú Unibanco apareceu em terceiro, com R$ 1,332 bilhão.
Investimento
Ainda segundo a Abecip, adquirir um imóvel como investimento para locação também é uma boa alternativa para quem mantinha as economias em aplicações tradicionais de renda fixa, que deixaram de ser atraentes com a atual taxa de juros. Para os menos conservadores, que aplicam em ações ou fundos de multimercados, a orientação dos analistas é fazer contas para avaliar a melhor opção.
Evaldo Perussolo, cofundador do Banco Bari, confirma que muitos investidores na renda fixa, notadamente no CDI, começam a buscar outras alternativas e o aluguel de imóveis volta a ser atrativo, principalmente para os de pequeno porte. “Há um público jovem que quer morar perto do trabalho ou do local onde estuda, por questões de mobilidade, e está buscando imóveis de um quarto ou estúdios”, diz.
Há, portanto, uma demanda e o aluguel certamente dá mais retorno que o CDI, afirma ele.
