A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) aposta em uma agenda de atos organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) para fazer frente às mobilizações a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta reta final da disputa presidencial.
Integrantes da equipe do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro reconhecem que as manifestações pró-Lula impressionam, sobretudo pelas imagens da Avenida Paulista, no domingo (11), e dos atos no Rio de Janeiro, na segunda-feira (13).
Embora se questione a capacidade dessas mobilizações de alcançarem eleitores fora da base petista, o time de Flávio admite que o senador precisa intensificar a presença nas ruas após ter dedicado os primeiros dias da campanha do segundo turno a reuniões para fechar apoios. A mensagem entre aliados é que não há eleição ganha e é preciso evitar a desmobilização de apoiadores.
Uma das apostas para essa reação é o “Bloquinho 22”, que levará a outros estados os eventos promovidos por Nikolas durante sua campanha à reeleição como deputado federal. A equipe de Flávio conta com a força do parlamentar nas redes sociais e sua capacidade de atrair o público jovem.
A programação prevê atos em 14 cidades de 11 Estados, ao longo de dez dias, entre 15 e 24 de outubro, véspera do segundo turno. São 11 capitais e três cidades do interior mineiro.
Flávio não participará de todos os encontros. A exemplo de Lula, o candidato do PL deve concentrar sua presença em alguns atos, como os de São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Juiz de Fora. As agendas ainda estão sendo fechadas.
Salvador receberá o evento no sábado (17). Já São Paulo e Belo Horizonte terão atos no dia 18. Enquanto Juiz de Fora e Rio de Janeiro estão na programação de 24 de outubro, às 11h e às 14h, respectivamente.
A campanha quer usar a popularidade de Nikolas para levar apoiadores às ruas e produzir imagens que façam frente às manifestações pró-Lula.
Do lado do petista, os atos buscam animar a militância e reforçar a possibilidade de virada, apesar de o presidente ter terminado o primeiro turno atrás de Flávio. Nos encontros, aliados ressaltam que a diferença entre os candidatos — de 1,87 ponto percentual — foi a menor da história em uma primeira etapa da disputa presidencial.
A mobilização também busca levar às urnas eleitores que votaram em Lula em 2022 e deixaram de comparecer neste primeiro turno. Jovens e pessoas com mais de 70 anos estão entre os públicos prioritários das mensagens do presidente.
Integrantes da campanha petista reconhecem que, em alguns momentos do primeiro turno, podem ter passado a impressão de que a disputa não seria tão acirrada. Agora, Lula e seus aliados insistem que é possível virar o resultado, mas reforçam o alerta contra a abstenção. (Com informações da colunista Jussara Soares, da CNN Brasil)
