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Flávio Bolsonaro afirma que vai aceitar o resultado da eleição, mas pede mais “transparência” em urna eletrônica

Flávio disse que o TSE vai tomar todas as providências para que "essa eleição ocorra com mais segurança e mais transparência". (Foto: Reprodução de vídeo)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (3) que aceitará o resultado das eleições de 2026, mas voltou a defender mudanças para ampliar a transparência do processo eleitoral brasileiro. A declaração foi dada durante entrevista em que o parlamentar comentou o cenário político e a preparação da oposição para a disputa presidencial.

Segundo Flávio, o reconhecimento do resultado das urnas não impede que sejam discutidos mecanismos para reforçar a confiança da população no sistema eleitoral. O senador afirmou que continuará defendendo medidas que, em sua avaliação, aumentem a fiscalização e a auditabilidade das urnas eletrônicas, tema recorrente entre lideranças do PL.

“Vou aceitar o resultado da eleição, mas quero mais transparência nas urnas eletrônicas”, disse o parlamentar. Ele afirmou que a defesa de aperfeiçoamentos no sistema não representa questionamento à realização das eleições, mas uma proposta para ampliar a credibilidade do processo junto aos eleitores.

Durante a entrevista, Flávio voltou a citar propostas já apresentadas por integrantes da oposição, como a ampliação dos mecanismos de auditoria e de fiscalização do processo eleitoral. O senador argumentou que a adoção de novos instrumentos poderia reduzir desconfianças e fortalecer a confiança nas eleições.

As declarações ocorrem após anos de debate sobre o sistema eletrônico de votação. As urnas eletrônicas são utilizadas no Brasil desde 1996 e, ao longo desse período, o modelo passou por diversas atualizações tecnológicas. O sistema conta com mecanismos de auditoria antes, durante e após as eleições, incluindo testes públicos de segurança, lacração dos equipamentos, verificação da integridade dos programas e auditorias realizadas pela Justiça Eleitoral com acompanhamento de partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), universidades e outras entidades fiscalizadoras.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que não há registros de fraude comprovada capaz de alterar o resultado de uma eleição realizada por meio das urnas eletrônicas. A Corte sustenta que o sistema é constantemente submetido a testes de segurança e aperfeiçoamentos técnicos, além de permitir diferentes formas de fiscalização por instituições independentes e pelos próprios partidos políticos.

O debate sobre a transparência das urnas ganhou força nos últimos anos, especialmente durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que defendeu mudanças como a adoção do voto impresso conferível pelo eleitor. A proposta foi rejeitada pela Câmara dos Deputados em 2021 e voltou a ser mencionada por integrantes da oposição em diferentes ocasiões.

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