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Flávio Bolsonaro diz que fala sobre “mudar a Constituição” se refere à maioridade penal e reforma do Judiciário

Em entrevista, o candidato adotou um tom mais moderado em respeito à Constituição. (Foto: Reprodução de TV)

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (7), que a declaração sobre querer “mudar a Constituição para redemocratizar o País” se referia a propostas já anunciadas por ele caso seja eleito, como a redução da maioridade penal, a reforma do Judiciário e mudanças no STF (Supremo Tribunal Federal).

“Vocês acham que o Brasil está em uma democracia plena? Não. A gente tem que respeitar a política, tem várias PECs [propostas de Emenda à Constituição] que são possíveis”, disse.

“Tem que haver, sim, uma reforma no Judiciário. Eu sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC. Tem pontos da reforma tributária que têm que ser alterados por PEC. E o fim da reeleição”, prosseguiu.

A reforma do Judiciário está no programa de governo de Flávio, que reúne propostas principalmente relacionadas ao STF, entre elas mudanças em decisões monocráticas.

Durante viagem a Goiânia (GO) na terça-feira (6), Flávio declarou que, caso seja eleito, quer usar a maioria no Congresso conquistada nas urnas no último domingo (4) para “mudar a Constituição”, mas não havia dito o que pretende alterar.

Questionado pela imprensa nesta quarta sobre o que quis dizer com a declaração, o candidato adotou um tom mais moderado em respeito à Constituição e tentou afastar qualquer possibilidade de medidas autoritárias.

“Comigo vai ser sempre com ponderação, com respeito à política e honrando e respeitando cada seguimento da sociedade aqui representado nesses parlamentares, não só os deputados estaduais e federais que estão aqui, mas os governadores, as candidatas ao governo que estão concorrendo ainda, os senadores”, disse.

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