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Flávio Bolsonaro promete mais mulheres e menos militares no governo

Fernanda ao lado do marido, o senador Flávio Bolsonaro; advogada vai participar da campanha. (Foto: Reprodução/Instagram)

Pré-candidato do PL à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro pretende ter mais mulheres em cargos de comando em ministérios e em outros órgãos do governo caso vença as eleições deste ano. Ele disse a interlocutores que pretende superar  Lula, seu principal adversário na corrida pelo Planalto, e o próprio pai no quesito participação feminina na Esplanada.

O senador também informou que pretende reduzir o número de militares em postos importantes da máquina federal se derrotar o petista em outubro.

A proposta de dar mais espaço para mulheres em um eventual governo faz parte de uma estratégia da equipe de campanha do senador para tentar atrair o importante apoio do eleitorado feminino na disputa de 2026.

As pesquisas divulgadas até o momento apontam que esse público terá um papel estratégico e será decisivo na corrida pelo Planalto. As mulheres formam a maioria da população e também do eleitorado brasileiro. Dos quase 159 milhões de votantes  no país, 82,8 milhões são mulheres.

Flávio, que atualmente aparece empatado com Lula nas simulações de segundo turno, tem tentado pegar carona na desaprovação do governo petista e se  apresentar como um quadro moderado com o objetivo de se contrapor ao pai, visto como a personificação da misoginia.

Visando se afastar dessa herança, o filho de Jair Bolsonaro divulgou um vídeo nas redes sociais no qual apresenta sua mulher, menciona suas filhas e conta detalhes de sua vida familiar.

Há uma segunda cartada que o parlamentar pretende lançar mão com a intenção de tentar conquistar o eleitorado feminino. Flávio ainda não bateu o martelo, mas cogita a possibilidade de convidar uma mulher para ocupar a vaga de vice em sua chapa presidencial. A lista de nomes cotados inclui a vereadora Priscila Costa (PL), pré-candidata ao Senado pelo Ceará, e a senadora Tereza Cristina (PP), da Agricultura do governo de Jair Bolsonaro.

Obstáculos a vencer

Enquanto os pretendentes do PT e do PL figuram nas pesquisas como favoritos na eleição presidencial, a vida real impõe desafios às posições hoje de ponta de Luiz Inácio da Silva e Flávio Bolsonaro nas intenções de votos. O ponto de convergência nas dificuldades é a rejeição a ambos.

Cada qual atrai razões para tanto desagrado, mas a diferença principal entre eles é que Lula não tem concorrência à esquerda e a substantiva parcela do eleitorado que repudia a reeleição dele é insuficiente para lhe tomar a vaga no segundo turno.

Tal hipótese só seria viável – embora improvável – caso prosperasse a ideia de uma desistência em função do derretimento da candidatura.

Já Flávio Bolsonaro – chamado por Fernando Haddad (PT) de “bolsonarinho”, num inspirado lance para marcá-lo como filhote do bolsonarismo— enfrenta resistências internas e externas, além de ser refém da própria vulnerabilidade.

E aqui não se trata só do passivo de rachadinhas, condecoração de miliciano (Adriano Nóbrega, então chefe do escritório do crime no Rio, preso por homicídio e depois morto em confronto com a polícia enquanto foragido na Bahia), de empréstimo camarada do Banco de Brasília, agora estrela do escândalo Master, para compra de mansão na capital.

O primogênito de Jair Bolsonaro (PL) enfrenta concorrência no campo da direita no qual perde em experiência administrativa para Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) e em lastro político para Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC).

 

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