O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) representou contra Renan Calheiros (MDB-AL) na PGR (Procuradoria-Geral da República) alegando abuso de autoridade por conta da atuação do adversário político como relator da CPI da Covid. No texto, Flávio se diz vítima de “perseguição” de Renan, que comandaria uma “CPI paralela” com objetivo de escrutinar sua vida.
“O representado (Renan) designou um grupo de pessoas com a incumbência de investigar – PARALELAMENTE aos atos da própria Comissão Parlamentar de Inquérito – a atuação profissional, social e pessoal do representante (Flávio)”, diz trecho da representação movida pelo filho do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).
Flávio Bolsonaro também acusa o senador do MDB de ter sentimento pessoal de vingança contra ele e que o mesmo pretende obter provas apenas para perseguir desafetos. O filho do presidente faz uso dos mesmos argumentos utilizados na representação que protocolou na última semana, no Conselho de Ética do Senado.
No início deste mês, Flávio afirmou que a denúncia de propina na compra de vacinas na CPI não vai ter “resultado prático”, e que a acusação já faz parte da disputa eleitoral de 2022. “Parece o crime impossível. Alguém quer vender um terreno na Lua. Cai por terra mais uma narrativa de tentar vincular o presidente Bolsonaro a algum tipo de corrupção.”
Em maio, o senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid, teve de suspender a sessão da comissão, após Flávio Bolsonaro ter chamado Calheiros de “vagabundo”, o que levou a um bate-boca. Ao mencionar o fato de Renan ter defendido a prisão de Fabio Wajngarten – ex-secretário de Comunicação da Presidência que prestara depoimento à CPI –, Flavio afirmou: “Imagine um cidadão honesto ser preso por um vagabundo como Renan Calheiros”.
Em seguida, Renan disse que considerava o xingamento um “elogio” vindo de alguém como Flavio. “Vagabundo é você que roubou dinheiro do pessoal do seu gabinete”, rebateu Renan.
O senador Omar Aziz suspendeu as atividades da CPI logo em seguida, uma vez que o Plenário do Senado estava se reunindo em sessão deliberativa e nenhuma comissão pode trabalhar simultaneamente com o Plenário da Casa.
Os senadores Omar Aziz e Renan Calheiros discutiram durante a sessão após Renan pedir a prisão em flagrante do depoente Fabio Wajngarten por mentir à comissão. Omar rejeitou o pedido. As informações são do jornal O Globo, da CNN, e da Agência Senado.
