O decreto publicado pelo presidente Jair Bolsonaro, que flexibiliza as regras para o porte de armas, tende a causar cancelamentos de voos do exterior para o Brasil, por parte das companhias aéreas estrangeiras. A pasta entrou em vigor na data da publicação, há 12 dias, mesmo não tendo sido validada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ou pelo Congresso.
A Folha de São Paulo ouviu técnicos do governo, que demonstraram temer um possível rebaixamento na nota do país, por parte da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Atualmente, o Brasil tem uma pontuação de 97% em “segurança contra atos de interferência ilícita”. A próxima reunião, para definir tais pontos, acontecerá na próxima semana. Os entrevistados acreditam que a permissibilidade do embarque de pessoas armadas, em aeronaves comerciais, também pode fazer com que companhias aéreas cancelem voos para o Brasil, ou tornem as passagens mais caras.
As novas normas de segurança para o controle do embarque de pessoas armadas ainda não foram divulgadas.
