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Florianópolis tem queda de 5% no número de infectados por coronavírus

A pandemia do novo coronavírus chegou a Santa Catarina no final de fevereiro.(Foto: Reprodução)

Até a última sexta-feira (8), Florianópolis (SC) tinha 105 pessoas infectadas pelo coronavírus, de um total acumulado de 443 que já contraíram a doença. Esse número é 5% menor do que os 111 infectados há 15 dias, 24 de abril. Isso significa que o número de pacientes curados tem crescido proporcionalmente mais do que o número de novos infectados.

Sob forte pressão contrária do empresariado para reabrir o comércio, a capital de Santa Catarina foi a primeira a iniciar o distanciamento social, em 18 de março e a passar a multar quem descumpria o isolamento, no início de abril. Desde então, comprou equipamentos de proteção individual para três meses e 35 mil testes para testagem em drive-thru, aeroporto, centros de saúde e em residências.

A cidade também colocou para funcionar, já no dia 16 de março, o programa Alô, Saúde, o primeiro serviço pré-clínico gratuito por telefone do País.

Pico

A Secretaria da Saúde de Santa Catarina revisou a data e agora projeta que o pico da pandemia do coronavírus no Estado deve ocorrer até o fim de junho. Técnicos do governo defendem que a curva de casos está controlada, mas um grupo de pesquisadores que estuda a Covid-19 no Brasil alerta que a taxa de transmissão do vírus de pessoa para pessoa voltou a subir.

A pandemia do novo coronavírus chegou a Santa Catarina no final de fevereiro. Naqueles primeiros dias, a taxa de transmissão era 2 e 2,5, ou seja, cada catarinense poderia contaminar esse número de pessoas. Em meados de abril esse índice chegou a ser de 1,5 e, no fim daquele mês, foi para 1.

“Em alguns momentos, a taxa baixou de 1, quer dizer que, em alguns momentos, a nossa transmissão era menos de uma pessoa por vez, o que começa a mostrar um declínio da infecção”, disse João Ricardo Vissoci, pesquisador do Covid-19Br.

Vissoci é cientista especialista em análise de dados em saúde e faz parte de um grupo de pesquisadores que estuda o avanço do coronavírus no Brasil. Ele acredita que a queda da taxa de transmissão aconteceu principalmente por causa das medidas de isolamento social que começaram em 18 de março.

A maioria dessas regras já foi afrouxada pelo governador Carlos Moisés (PSL), e a que permitiu a maior circulação de pessoas foi liberada há quase um mês: o comércio de rua. Duas semanas depois, a taxa de transmissão do vírus voltou a subir. Na semana passada, já chegou a perto de 1,5.

Segundo o cientista, observar esse índice é importante para prever quantas pessoas vão se contaminar futuramente.

Com a taxa atual, seriam 120 mil casos ao fim de julho. O cenário mais otimista só seria realidade se a transmissão recuasse de novo para 1: com esse número, Santa Catarina chegaria no mesmo período com 30 mil infectados.

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