A força-tarefa da Operação Lava-Jato investiga a relação do advogado Roberto Teixeira, compadre do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a compra e a reforma do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). O negócio foi formalizado no fim de 2010, no escritório de Teixeira, na capital paulista.
A família de Lula usa frequentemente o local, que foi totalmente reformado em 2011. As suspeitas da PF (Polícia Federal) e do MPF (Ministério Público Federal) são de que pelo menos duas empreiteiras acusadas de cartel e corrupção na Petrobras – OAS e Odebrecht – tenham executado os serviços, de maneira irregular. O bem está em nome de Fernando Bittar e Jonas Suassuna. Os investigadores suspeitam que eles podem ter servido para ocultar os verdadeiros donos do local.
Teixeira é amigo de Lula desde os anos 1980 e padrinho do filho caçula do ex-presidente, Luis Cláudio – que mora em um apartamento do advogado, nos Jardins, na Zona Sul de São Paulo. O elo do advogado com o sítio foi descoberto após o topógrafo Cláudio Benatti, identificado pela PF como responsável pelas medições e plantas do sítio, ter afirmado que o compadre do ex-presidente Lula era quem indicava a ele os serviços a serem feitos na propriedade. A Lava-Jato já apurava a reforma no imóvel desde abril de 2015. (AE)
