Ícone do site Jornal O Sul

Ford sai do ranking das dez marcas de carro mais vendidas no País pela primeira vez na história

A situação registrada se deve ao fechamento de fábricas no País.  (Foto: Divulgação)

Pela primeira vez na história da indústria automobilística brasileira, a Ford não apareceu no ranking das dez marcas mais vendidas em maio, divulgado pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos). A situação registrada se deve ao fechamento de fábricas no País.

A montadora ficou no último lugar da lista no acumulado dos primeiros cinco meses de 2021, com uma parcela de 2,72% das vendas de carros e comerciais leves. Em contrapartida, em 2020, a companhia americana ficou em 5º lugar entre as mais vendidas no Brasil.

Saindo do ranking, a Ford deu espaço para que a Caoa Chery fizesse sua estreia na lista. Com 1,82% das vendas, o 10% lugar ficou com a empresa chinesa.

Restante do pódio

A líder de vendas no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, é a Fiat. A marca italiana ficou com uma fatia de 23,08% das vendas, um crescimento em relação a 2020, quando ocupava o terceiro lugar, com 16,5%.

A vice-liderança é da Volkswagen (16,5%), seguida pela General Motors (9,86%). Esta última era a primeira do ranking no ano passado, caiu de posição devido à paralisação da fábrica de Gravataí (RS), que produz o Onix, modelo mais vendido em 2020 — por falta de peças.

Carros elétricos

A Fiat anunciou nesta sexta-feira (4) que venderá apenas carros 100% elétricos a partir de 2030. A revelação foi feita por Oliver François, CEO da Fiat e diretor de marketing na Stellantis, em um debate sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente em Milão (Itália). Junto com o arquiteto Stefan Boeri, nova parceria da marca italiana, o empresário discutia sobre mobilidade sustentável nas cidades.

O processo ocorrerá de forma gradual. Os carros da fabricante com motores a gasolina e a diesel serão substituídos aos poucos por veículos elétricos, segundo François. Não serão feitos mais carros a combustão convencionais até 2025, modelos que serão substituídos por híbridos. Os automóveis puramente elétricos entram na segunda fase.

Contudo, no Brasil a montadora ainda não comenta a decisão. “Não recebemos, até o momento, nenhuma diretriz como essa neste sentido”, afirma a assessoria da marca no País.

Automóveis com propulsores elétricos são mais caros do que os a combustão, mas a mudança radical promete não ser um fator que implique no bolso do consumidor.

“É nosso dever colocar no mercado carros elétricos que não custem mais do que veículos com motor de combustão interna. Estamos explorando o território da mobilidade sustentável para todos: este é o nosso maior projeto”, explica Fraçois.

A marca italiana terá que trazer bastante mudanças na linha de produtos, já que o único modelo elétrico da montadora é a terceira geração do Fiat 500. Ela estreou na Europa custando a partir de 34.900 euros (cerca de R$ 215 mil no câmbio atual). E será vendida no Brasil. O veículo deve chegar este ano no Brasil e também estreou uma versão de três portas, a 500 Trepúnio ou 3+1.

Sair da versão mobile