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Forte esquema de segurança protege Bolsonaro em motociata em Porto Alegre

(Foto: O Sul)

Um forte esquema de segurança protegeu o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em motociata  em Porto Alegre (RS). De acordo com imagens divulgadas ao vivo pela TV Pampa, a Polícia Militar gaúcha acompanha todo o trajeto feito pelo mandatário do poder Executivo, que também recebe a proteção de agentes de segurança ao seu redor.

Em nota, a Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio Grande do Sul informa “assegurar a execução de ações de prevenção e policiamento, em cumprimento do dever de garantir a manutenção da ordem pública e proteção dos cidadãos, sejam participantes do evento ou não”. Ao longo do percurso, o presidente recebeu aplausos de apoiadores.

Durante o roteiro em Porto Alegre, Bolsonaro falou sobre a compra da vacina indiana Covaxin, do laboratório Bharat Biotech. De acordo com o presidente, a mesma foi suspensa devido controles governamentais. A declaração foi dada durante discurso na Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), depois do passeio de moto que reuniu milhares de pessoas.

“Dois anos e meio sem corrupção. Querem agora imputar um crime a mim de corrupção, onde uma dose sequer foi comprada da vacina”, disse o presidente. “Porque temos filtro, temos controle”, completou.

No fim de junho, o Ministério da Saúde suspendeu temporariamente o contrato de compra da vacina indiana, por orientação da CGU (Controladoria-Geral da União), dias depois dos depoimentos do deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) e do seu irmão, Luís Ricardo Miranda, chefe de importação da pasta, à CPI da Covid.

Ricardo Miranda relatou “pressões atípicas” para a compra da Covaxin e problemas no processo de importação, como a tentativa inicial de pagamento adiantado e o uso de uma empresa que não estava listada no contrato.

No seu discurso na Fiergs, Bolsonaro também afirmou que tem um compromisso com a democracia. “Não abriremos mão da nossa democracia, da nossa liberdade, dos nossos direitos, garantidos em nossa Constituição. Quem pensa o contrário, está no caminho errado”, declarou.

“Nós temos tudo para ser uma grande nação. Não vão passar por cima da democracia nem tolher a nossa liberdade”, prosseguiu Bolsonaro, que voltou a defender o voto impresso nas eleições de 2022.

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