Fotógrafa de uma agência de fotojornalismo brasileira, Adriana Spaca foi escalada para cobrir os jogos de futebol em Salvador, na Bahia, durante a Olimpíada Rio 2016. Após duas semanas de trabalho, ao retornar para São Paulo, ela afirma que teve parte de seu material furtado no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Uma das imagens feitas por Adriana da partida entre Brasil e Dinamarca, nas oitavas de final, foi postada por Neymar em seu perfil no Instagram.
Depois de desembarcar, ela permaneceu em uma cafeteria do aeroporto, aguardando o marido. E acredita que, por conta do cansaço, não percebeu quando levaram a bolsa onde estavam um laptop e um ipad.
“Parei para tomar um café e fiquei uma hora sentada em cima da minha mala, com o encosto do carrinho na parede. A última vez que eu lembro desse case foi colocando no carrinho, em baixo da minha bolsa, no setor de desembarque. Eu tenho certeza que desci do avião com ele. Eu não sei precisar em que período, em que horas que foi pego esse case”, recorda.
O computador portátil levado não pertencia a Adriana. Na partida entre Alemanha e México, nas oitavas de final, o laptop da fotógrafa parou de funcionar e ela precisou pedir socorro. Um amigo despachou pelo correio um laptop para que ela seguisse na cobertura.
10 mil fotos.
A fotógrafa revela que produz entre 600 a mil fotos por partida. Desse montante, apenas 30 são enviadas para a agência em que trabalha. A experiência em Salvador era inédita.
Pela primeira vez ela participava de um grande evento esportivo no País. “As fotos que eu não coloquei em rede social e não mandei para a agência se perderam”, lamenta.
Agora, além de ressarcir o amigo, ela ainda encara a dor de ter perdido, segundo estima, mais de 10 mil fotos – entre imagens pessoais, registros da cidade, de torcedores, e das dez partidas que cobriu do futebol masculino e feminino. (AG)
