Fotógrafo faz ensaio emocionante para combater preconceito contra os muçulmanos
Juliana Arias Martins
Australiano espera desmistificar a imagem que a cobertura sobre o terrorismo criou sobre os islãs. (Cédito: Reprodução)
O fotógrafo Matt Palmer, de 32 anos, fez um ensaio emocionante com muçulmanos para combater o preconceito e a xenofobia que se abateu contra os seguidores do islamismo. As imagens foram compartilhadas no site do projeto, chamado “Faces of Islam” (Rosto do islamismo, em tradução livre).
De acordo com as informações do site ABC, Matt convidou 41 muçulmanos que vivem em Queensland, na Austrália, para participarem do projeto. Crianças e adultos relataram suas histórias e ensinamentos. O australiano espera que o ensaio ajude a desmistificar a imagem que a cobertura sobre o terrorismo criou sobre os islãs. “Após os ataques de Paris [França], houve muita desinformação sobre os muçulmanos”, disse o fotógrafo. Matt, que é ateu, ainda afirmou que realizar o projeto abriu seus olhos para os ensinamentos islâmicos.
“Eu escuto post-hardcore. Quando as pessoas descobrem que eu escuto esse tipo de música, elas se espantam. ‘Você ouve esses gritos, e tudo mais?’”, Raheema, universitária (Crédito: Reprodução)
“Eu não penso mais sobre isso [usar o véu], não é algo que faço conscientemente. É como vestir uma camiseta ou sapatos. Quando estou me arrumando de manhã, no entanto, e me olho no espelho, me sinto linda com o véu. Me cai bem, e tenho orgulho disso”, Sara, escritora e estudante (Crédito Reprodução)
“E seja você o rei, a rainha ou o mais baixo dos mendigos, somos todos iguais. Isso foi realmente lindo. Eu realmente aprendi muito quando fui à peregrinação para Meca. Isso mudou minha vida em muitos sentidos”, Janeth, advogado comunitário (Crédito: Reprodução)
“Havia um dinossauro, mas ele era movido a pilhas. E se você entrasse no túnel escuro, era como se chovesse uma tempestade lá dentro! Isso foi divertido, e não assustador. Mamãe achou assustador. Mamãe tem medo das aventuras que eu gosto”, Laila, estudante da primeira série (Crédito: Reprodução)
“Eu tenho pressa, e estou correndo no caminho de trabalhar com as pessoas para ajudá-las, e nada pode me parar. Minha cabeça está determinada” , Mohamed, trabalhador comunitário (Crédito: Reprodução)
“Nossa tia ligou do hospital e disse ‘seu pai faleceu’. Ficamos em negação, e não consegui compreender isso por um bom tempo. Afinal, ele não estava lá, e eu não o via há três meses. Às vezes ainda penso que ele está em algum lugar, e que posso encontrá-lo, mas não posso” , Aliya, corretora (Crédito: Reprodução)