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França apresenta proposta para acordo climático

O presidente da França, Francois Hollande (E), o chanceler francês, Laurent Fabius, e o general Ban Ki-moon (D) durante o evento deste sábado (Foto: Francois Mori/AP)

Um texto final para selar um acordo na COP21 (conferência do clima da ONU) foi divulgado neste sábado (12) em Paris, na França. O documento agora depende da adoção consensual dos delegados de 195 países presentes ao encontro.

O documento foi apresentado pelo presidente da COP, o chanceler francês, Laurent Fabius, depois de uma madrugada de debate. Segundo ele, o acordo mantém como teto de aquecimento bem menos de 2°C, na direção a 1,5°C, indica que 100 bilhões de dólares (378 bilhões de reais) por ano é o piso da ajuda dos países dos ricos aos mais pobres até 2025 e determina balanço global das metas nacionais a cada cinco anos.

A expectativa dos líderes é que o acordo, o primeiro sobre clima desde o Protocolo de Kyoto (1997), seja enfim aprovado nesta tarde, pondo fim às intensas negociações que tomaram conta da cúpula desde o dia 30 de novembro.

Com sua aprovação, o mundo ganhará pela primeira vez um compromisso de todos os países – e não só dos mais desenvolvidos– com a redução de emissões de carbono para combater o aquecimento global. O acordo valerá a partir de 2020. “É o primeiro acordo universal sobre clima”, celebrou o presidente francês, François Hollande, presente à apresentação do oficial do texto.

Para os líderes da COP21, o acordo será bem sucedido porque, além de buscar o ambicioso teto de 1,5ºC, obriga os países a seguirem um calendário de procedimentos, incluindo a revisão global do cenário cada cinco anos. No caso, argumentam, isso daria transparência ao desempenho de cada país no cumprimento das próprias metas.

O Brasil também teve papel importante, com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o embaixador em Washington, Luiz Alberto Figueiredo, atuando como facilitadores. Foi também um dos últimos países a aderir à grande novidade desta COP21, a recém-criada “coalizão da alta ambição”, que serviu para isolar politicamente a recalcitrante Índia. (Folhapress)

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