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França recomenda isolamento de contatos de turista com hantavírus após caso confirmado

Caso positivo da cepa Andes do hantavírus foi confirmado em um turista franco-argentino na quinta-feira. (Foto: CDC/Divulgação)

As autoridades sanitárias da França recomendaram nesta sexta-feira (7) o isolamento domiciliar de pessoas que tiveram contato próximo com um turista franco-argentino diagnosticado com hantavírus. O paciente testou positivo antes de viajar para a Espanha, onde permanece isolado com a família. Apesar da medida preventiva, as autoridades avaliam que o risco de transmissão é considerado “baixo”.

Na quinta-feira (6), foi confirmado um caso da cepa Andes do hantavírus, a única variante conhecida com capacidade de transmissão entre pessoas, em um turista franco-argentino que está isolado na Galícia, no noroeste da Espanha. O paciente havia passado pela França na segunda quinzena de julho e atualmente está assintomático.

O hantavírus da cepa Andes é geralmente transmitido por animais, principalmente roedores, e pode provocar complicações pulmonares graves. A taxa de mortalidade estimada para casos da doença varia entre 30% e 40%.

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde da França informou que, “considerando o caráter leve e não grave dos sintomas, assim como a carga viral muito baixa observada”, especialistas recomendam o isolamento domiciliar dos contatos, especialmente aqueles considerados mais próximos.

Segundo a pasta, o período em que o paciente teria apresentado maior potencial de transmissão ocorreu entre os dias 18 e 28 de julho.

“O risco de transmissão é considerado baixo. Afeta apenas os contatos mais próximos”, informou o Ministério da Saúde francês, que trabalha na identificação das pessoas que tiveram contato com o turista durante o período considerado de risco.

Entre os contatos classificados como prioritários estão pessoas que vivem na mesma residência, indivíduos que compartilharam quarto, pessoas expostas a contato prolongado e próximo, especialmente durante deslocamentos, além de profissionais de saúde que tenham prestado atendimento sem os equipamentos de proteção adequados.

“No momento do diagnóstico, quando já apresentava sintomas, o paciente tinha uma carga viral muito baixa, o que indica um potencial de transmissão muito limitado”, afirmou a pasta.

O Ministério da Saúde da França informou ainda que o caso atual não possui relação com os pacientes do cruzeiro MV Hondius, registrado em maio de 2026. Na ocasião, um surto levou à identificação de 13 casos, três deles fatais, e gerou alerta internacional.

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