Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de maio de 2017
Um funcionário dos marqueteiros João Santana e Monica Moura contou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que foi roubado em São Paulo, em 2014, após receber uma encomenda de cerca de R$ 1,5 milhão em um hotel.
André Santana afirmou que, em 2014, a pedido de Monica foi a São Paulo algumas vezes receber valores de caixa 2.
Perguntado no depoimento sobre a que se referiam os pagamentos em dinheiro que recebia, ele respondeu que Monica “comentou que esse dinheiro fazia parte da campanha que a gente estava atuando (..) atuando no ano. No caso, presidencial”.
André Santana disse em depoimento ao TSE, na ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, que, no final de 2014, quando saiu do hotel em que recebeu a encomenda, entrou em um táxi que foi parado por uma “equipe”.
Ele disse acreditar que, dentro da mala, havia de R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão.
“Eles me levaram, colocaram dentro de um veículo que eles estavam… Acredito que eles estavam me seguindo. Me levaram por alguns metros, passavam por cima de meio-fio, e depois pararam e me largaram. Eu só sei que estava muito nervoso. Peguei um táxi e voltei para o hotel que eu estava e comuniquei à sra. Monica o ocorrido”.
Segundo ele, eram duas pessoas na frente, em um carro preto. “Eu me lembro que eles se comunicavam afirmando que tinham pego e que deu certo, acredito, a atuação deles e levaram essa remessa, esse dinheiro”.
O funcionário do casal detalhou também uma ida à Odebrecht em 2014 para combinar as entregas de dinheiro. “Teve momentos que eu recebi 50, em outro dia 250, cheguei a receber 500 mil em um dia. Não me recordo perfeitamente, mas eu acredito que umas cinco ou seis vezes eu tive esses recebimentos em 2014.”
O maior valor, segundo ele, foi o que teria sido roubado em “outubro, novembro” de 2014. Ele disse que não foi apresentada nenhuma arma nem foi ameaçado.
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