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Fundação ligada ao PT lança documento com críticas à política econômica de Dilma

Pochmann no IBGE integra pacote do PT. (Foto André Dusek/AE

AFundação Perseu Abramo, ligada ao PT, lançou na segunda-feira documento elaborado em conjunto com outras organizações de esquerda que critica a política econômica adotada no segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff. Em entrevista coletiva, no entanto, membros da fundação não chegaram a fazer críticas diretamente a ela.

O documento foi lançado no momento em que Dilma tenta ganhar apoio do Congresso para a aprovação de um pacote que prevê corte de gastos, aumento de impostos e a recriação da CPMF. Para isso, ela precisará de votos de seu partido, o PT, e outros da base aliada.

A aprovação desse pacote é vista como essencial para o governo estabilizar a economia. O Palácio do Planalto informou que não vai comentar o documento. Lideranças da Perseu Abramo que participaram do lançamento do documento também afirmaram que houve diagnóstico “equivocado” da situação econômica do País. Para eles, também é equívoco considerar o atual ajuste fiscal como única resposta adequada.

O presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, disse que o “documento não é contra o Brasil. É a favor do Brasil” e que se opõe ao “terrorismo do ‘curto-prazismo’”. Segundo ele, essas mudanças são paliativas, pensadas para agora. “Essa ditadura do curto-prazo nos faz pensar pequeno”, disse. “O procedimento que está sendo feito é primeiro fazer o ajuste fiscal para depois crescer. A proposta é inverter as prioridades”, defendeu.

Segundo os autores, o manifesto tem como objetivo “contribuir para retirar o País da desastrada austeridade econômica em curso e para consolidação de um projeto sustentável de crescimento com inclusão social”.

Na visão dos mais de cem especialistas que participaram da elaboração do texto, as atuais dificuldades econômicas surgiram a partir da implantação das medidas de cortes de gastos e de investimentos no primeiro semestre do ano.
Para os autores do estudo, as ações de ajuste fiscal adotadas pelo governo federal amplificam a crise política e estimulam iniciativas “antidemocráticas e golpistas”.

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