O furacão Grace provocou a morte de pelo menos oito pessoas no estado mexicano de Veracruz neste fim de semana. Após atingir a região leste do México, perdeu força e foi rebaixado para a categoria 1. A informação foi divulgada pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês). Na madrugada de sábado (21), antes de chegar à costa do México, o Grace tinha ventos de 200 km/h e era considerado um furacão de categoria 3.
Entre as mortes, sete foram na capital estatal Xalapa e uma na cidade de Poza Rica, segundo Cuitláhuac García, governador de Veracruz, em uma coletiva de imprensa. Às 15h00 (horário de Brasília), o fenômeno estava localizado a 55 km da Cidade do México com ventos sustentados de 75 km/h e viajava a 20 km/h, de acordo com o relatório do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).
Apesar do rebaixamento na categoria, o furacão levou à falta de energia elétrica para parte da população, inundações e quedas de árvores, segundo a agência Reuters.
O NHC afirmou que o Grace segue rumo ao oeste do México, em um movimento que deve permanecer durante o dia.
A expectativa é que a velocidade do furacão continue diminuindo conforme ele se desloca para áreas centrais do país.
De acordo com o NHC, o Grace deverá se transformar em uma tempestade tropical e se dissipar. O órgão alertou para riscos após a passagem do furacão, como maré alta, inundações e deslizamentos de terra.
O Grace atingiu regiões como Veracruz, estado produtor de petróleo. Houve inundações em Ciudad Madero, no estado de Tamaulipas, onde está localizada a petrolífera estatal Pemex.
O aeroporto internacional da Cidade do México teve alguns voos cancelados por conta do furacão.
Na quinta-feira (19), o Grace já havia atingido a costa caribenha do México, deixando 700 mil pessoas temporariamente sem energia elétrica. No início da semana, Jamaica e o Haiti registraram chuvas torrenciais relacionadas ao fenômeno.
Estados Unidos
O Henri chegou à costa nordeste dos Estados Unidos neste domingo (22), após ter sido rebaixado de furacão para tempestade tropical. De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos EUA, o fenômeno perdeu força desde que alcançou o território americano e registra agora ventos a 40 km/h. Mais cedo chegou até 70 km/h.
A tempestade chegou ao Estado de Rhode Island, provocando ventos fortes que cortaram a energia de dezenas de milhares de casas e chuvas que causaram inundações repentinas de Nova Jersey a Massachusetts, relatou a agência de notícias Associated Press.
A empresa de energia National Grid relatou que 74 mil clientes ficaram sem energia em Rhode Island e mais de 28 mil clientes foram afetados por interrupções em Connecticut.
Em coletiva de imprensa no domingo, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse que o governo americano está se mobilizando para ajudar na recuperação dos estragos provocados pela tempestade, e que recursos serão enviados para as regiões afetadas para garantir comida, água e comunicação.
Especialistas apontam que a principal ameaça do Henri não é o vento, e sim as inundações que podem ser causadas por chuvas fortes e prolongadas. As primeiras chuvas causadas pelo Henri nos EUA foram registradas no sábado e causaram alagamentos em pontos das cidades de Nova York, Newark e Hoboken.
Os principais aeroportos da região permaneceram abertos, mas cancelaram alguns voos neste domingo. O sistema de trens de Nova York teve a operação parcialmente suspensa.
