Ícone do site Jornal O Sul

Futura primeira-dama dos Estados Unidos teve papel acanhado na campanha do homem com quem se casou em 2005, usando um vestido de 100 mil dólares e com a presença dos atuais inimigos Hillary e Bill Clinton

Melania Trump teve papel discreto na campanha política do marido. (Crédito: Reprodução)

Quando, durante a campanha, uma liga estelar que incluía Beyoncé, Bruce Springsteen e Madonna se alinhou por Hillary Clinton, Donald Trump provocou: “Sou só eu, mas tenho minha família”. Até desafetos do presidente eleito dos EUA reconhecem: ele é um homem família. “Respeito seus filhos”, disse a democrata em um debate. “Eles são capazes e devotados.”

Trump é pai de cinco filhos – Donald Jr., 38, Ivanka, 35, e Eric, 32, com a primeira mulher, a ex-modelo checa Ivana; Tiffany, 23, com a segunda mulher, a atriz Marla Maples; e Barron, 10, com a ex-modelo eslovena e atual esposa Melania Trump.

Futura primeira-dama, Melania, 46, teve papel mais acanhado na campanha do homem com quem se casou em 2005, usando um vestido de 100 mil dólares da Dior em uma festa repleta de convidados ilustres, como o casal Hillary e Bill Clinton, os rappers Usher e P. Diddy e Arnold Schwarzenegger. Fez dois discursos solos. Os elogios ao primeiro, durante a convenção republicana, em julho, duraram pouco. Horas depois, descobriu-se que sua fala tinha trechos idênticos a uma da atual primeira-dama, Michelle Obama, em 2008. Antes da eleição, Melania voltou aos holofotes. Ela disse que seria uma primeira-dama como nenhuma outra. Elegeu como sua missão, caso o marido fosse eleito, combater o bullying virtual contra crianças e adolescentes, em uma cultura que “ficou muito malvada e dura, especialmente com eles”.

Casada com Trump, malvado e duro com tantos no Twitter, Melania lembrou ainda de quando tinha 10 anos e, vivendo em um país sob guarda da União Soviética, “aprendeu que um homem chamado Ronald Reagan virou presidente dos EUA”.

A hoje “mãe em tempo integral” de Barron será uma primeira-dama estrangeira inédita em quase dois séculos (a última foi a londrina Louisa Adams, mulher de John Quincy Adams, presidente de 1825 a 1829). A poliglota Melania (fala esloveno, sérvio, inglês, francês e alemão) estudou arquitetura e design no país natal e trabalhou como modelo pela Europa antes de se mudar para os EUA, em 1996. Já posou para nomes como Mario Testino e estampou páginas de revistas como “Vogue” e “Sports: Illustrated”. Foi numa festa que conheceu o futuro marido: “Ele queria meu número, mas estava acompanhado, então claro que não dei”. Quem pediu o telefone dele foi ela.

Melania repeliu a hipótese de que o marido seja um predador sexual, após 11 mulheres o acusarem de ir além das palavras e ter tentado boliná-las à força, em acusações que voltam mais de três décadas.

Sair da versão mobile