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“Gaúchos sem Fronteiras” é o tema dos Festejos Farroupilhas

A identidade visual das comemorações foi criada pelo artista plástico Mauro Vila Real. (Foto: Reprodução)

O tema dos Festejos Farroupilhas deste ano homenageia e observa a amplitude que a cultura gaúcha alcança por meio do cultivo das tradições. “Gaúchos sem Fronteiras” pretende retratar a história de homens e mulheres que, além das fronteiras do Estado, continuam a vestir pilcha, tomar chimarrão e participar de manifestações culturais, seja com a música, a literatura ou apreciando um bom churrasco.

Com essa escolha, o tema homenageia a particularidade do povo gaúcho de se espalhar geograficamente pelo Brasil e pelo mundo, sem perder suas raízes culturais. Mas vai além. Alude aos gaúchos e às gaúchas que se tornaram vetores de propagação das manifestações culturais, entre elas gastronomia, arte, turismo, literatura, arquitetura, música, dança e todas as vertentes que representam o patrimônio cultural do Estado.

Em razão da pandemia e obedecendo aos protocolos de distanciamento social, a programação será em formato on-line. A proposta é que estudantes e a comunidade gaúcha possam captar imagens das suas cidades por meio de vídeos gravados com celular que serão divulgados nas redes sociais da Sedac (Secretaria da Cultura).

“O objetivo é estimular a pesquisa e o conhecimento das regiões, fomentando a cultura local e os eventos históricos ligados ao legado da epopeia gaúcha”, destaca o presidente da Comissão dos Festejos Farroupilhas do RS, assessor de Culturas Populares, Tradição e Folclore da Sedac e adido cultural, César Oliveira.

“Esta proposta me encanta. Devemos aproveitar este momento de distanciamento social para gerar conteúdos que fomentem a cultura e divulgá-los, fazendo chegar a todas as pontas do Estado, a exemplo das ações do Dia do Patrimônio”, ressalta a secretária da Cultura, Beatriz Araujo.

“As identidades regionais ganharam força na pós-modernidade. O tema deste ano comprova isso, prestando homenagem a estes sujeitos que migraram daqui, levando nossa força para além do Estado”, avalia a patrona dos Festejos Farroupilhas 2020, Alessandra Motta.

Diversidade cultural

O vice-presidente da Comissão dos Festejos Farroupilhas do RS, Maxsoel Bastos, acredita que a diversidade experimentada em todas as regiões do Estado forjou um povo apaixonado pelo tradicionalismo e que, fundamentalmente, acredita em valores como honradez, hospitalidade, educação e na história e na valorização do legado de seus antepassados.

“Muito de nossos gaúchos sem fronteiras, que ganharam espaço nos quatro cantos do mundo, carregam consigo a chama de um espírito aventureiro, herança de nossos antepassados, que a ferro e fogo colonizaram e forjaram as linhas que definem os limites do nosso Rio Grande. Homens e mulheres que ao deixarem o pago, partiram divididos entre ser filhos de nossas tradições e, ao mesmo tempo, indivíduos que passam a ser cidadãos de um mundo globalizado. São eles os grandes responsáveis por fundarem, além das fronteiras do Rio Grande do Sul e do Brasil, milhares de Centros de Tradição Gaúcha, verdadeiras células culturais, que hoje passaram a ser uma janela de nossos valores mais basilares”, complementa Bastos.

Identidade visual

A identidade visual das comemorações deste ano foi apresentada esta semana pela Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas. O responsável é o artista plástico Mauro Vila Real. O trabalho apresenta um cavaleiro, na companhia de seu cachorro, em uma estrada de terra, tendo no horizonte elementos como pontos turísticos e culturais de diversos locais do mundo. O artista se inspirou no criador de cavalos crioulos Gilson Souza, no “cusco” Peijo Júnior e no cavalo RF Cigano.

Festejos

Os Festejos Farroupilhas abarcam a totalidade de ações comemorativas ao Dia do Gaúcho (20 de setembro). São acampamentos, desfiles, bailes e ações culturais, como oficinas e palestras. A cada ano, a Comissão Estadual escolhe um tema, que é trabalhado com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre as raízes históricas do Rio Grande do Sul e as bases do culto às tradições.

Artista

Nascido em Frederico Westphalen, Mauro Vila Real tem em seu currículo trabalhos para editoras como Marvel e DC Comics. Seus desenhos também podem ser vistos em capas de discos, pôsteres, sites, quadrinhos, jornais e livros infantis e infantojuvenis. Participou de exposições como o Salão Internacional e Contemporâneo de Arte de Belo Horizonte, Salão Internacional de Arte Contemporânea de Portugal e Salon International D´Art Contemporain no Carrousel Du Louvre, em Paris. Entre as técnicas utilizadas pelo ilustrador se destacam acrílica, aquarela, gauche e carvão.

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