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General brasileiro diz que clima é de tensão no Haiti: “Tudo pode acontecer”

General Ajax Porto Pinheiro comanda as tropas internacionais da ONU no Haiti (Foto: Rug Wiza/Minustah)

O general brasileiro Ajax Porto Pinheiro, que comanda as tropas da ONU (Organização das Nações Unidas) na missão de paz no Haiti, disse que a situação é incerta no país. Na última semana, o segundo turno das eleições presidenciais foi suspenso após denúncias de fraude, e uma onda de protestos violentos a favor e contra o governo tomou as ruas de várias cidades.

O Conselho Eleitoral suspendeu as eleições alegando questões de segurança. Com a indefinição, um governo provisório deve assumir em 7 de fevereiro, quando termina o mandato do atual presidente, Michel Martellyx.

Na semana passada, no entanto, o presidente da Comissão Eleitoral e outros quatro de seus nove membros renunciaram, o que torna incerto como será a continuidade do processo eleitoral. Há o risco de haver um vácuo de poder a partir do fim do mandato de Martellyx.

O oficial diz que espera que os políticos cheguem logo a um acordo, “para que o país possa dar o próximo passo”. Pinheiro afirma não ver relação direta entre as causas da instabilidade política e a previsão da ONU de encerrar em 2016 a Minustah (Missão para Estabilização do Haiti). Apesar disso, afirma ele, a situação de segurança do país influenciará a decisão do Conselho de Segurança – que será tomada em outubro – de manter ou não a operação internacional.

A ONU planejava retirar, a partir de 15 de outubro, os últimos 2.370 militares que possui na Minustah. A missão foi criada em 2004, após uma onda de violência e manifestações levar à deposição do presidente Jean Bertrand Aristide. Desde então, o Brasil possui o maior número de soldados e comanda militarmente a missão.

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