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General sabe quem mandou matar Marielle Franco e quer prender todos de uma vez

Assassinato da vereadora completou oito meses no dia 14. (Foto: Ascom/Câmara Municipal do Rio de Janeiro)

O Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, general Richard Nunes, confirmou que os assassinos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes em março deste ano já foram identificados e quer prendê-los todos de uma vez.

O general afirmou ainda que agora a polícia trabalha para produzir provas cabais para que o inquérito seja enviado para a Justiça de maneira que assegure que os denunciados não sejam inocentados. O general confirmou ainda que milicianos estão envolvidos e que espera concluir a investigação, que já tem 14 volumes, em até 40 dias.

As declarações foram dadas em uma entrevista ao canal Globo News. O assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL), de 38 anos, e do motorista Anderson Pedro Gomes, de 39 anos, completou oito meses na última quarta-feira (14).

Recentemente o Governo Federal decidiu envolver a Polícia Federal nas investigações, alegando que existe uma facção criminosa tem dificultado a solução do crime. Para a viúva de Marielle, Mônica Benício, parentes, amigos e ativistas, a vereadora e o motorista foram executados. Independentemente das investigações, eles preservam as bandeiras de Marielle e suas propostas em defesa de ações para a inclusão das mulheres, negros e do público LGBT.

Intervenção

Em 16 de fevereiro o presidente Michel Temer (MDB) assinou decreto determinando a intervenção federal na segurança pública do Estado, com o apoio do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, do mesmo partido. Temer nomeou o general da ativa Walter Braga Netto como interventor que, por sua vez, nomeou outro general da ativa, Richard Nunes, para o cargo de secretário de Segurança Pública.

O secretário afirmou que pretende entregar o caso solucionado ao final do período da intervenção federal, que será encerrada em 31 de dezembro, conforme determina o decreto assinado em fevereiro pelo presidente – o termo autoriza o governo federal assumir a segurança pública do Rio, de responsabilidade do governo do Estado, por meio do interventor.

“Esperamos que [vamos concluir o inquérito em 31 de dezembro] sim. Não podemos ser precipitados. No momento que prende um [suspeito], não prende os demais. Alguns participantes nós temos. Temos que criar uma narrativa consistente com provas cabais que não sejam contestadas em juízo. Seria um fracasso que a sociedade não observasse essas pessoas como criminosas e elas não fossem condenadas no tribunal do júri”, disse Nunes.

“Não é um crime de ódio. É um crime que tem a ver com a atuação política e a contrariedade de alguns interesses. Se a milícia não está a mando, está na execução. Provavelmente [tem político envolvido]”, acrescentou.

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