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Google dará bolsas de mestrado e doutorado em computação no Brasil

Empresa tem um oferecimento semelhante nos EUA por meio de sua divisão Google for Education. (Foto: Paul Sakuma/AP)

O Google vai anunciar nesta segunda-feira um programa de custeio de projetos acadêmicos em ciências da computação que dará US$ 750 mensais (cerca de R$ 2.350) para mestrandos e US$ 1.200 (R$ 3.750) para doutorandos dos 20 processos selecionados durante três anos.

Segundo Berthier Ribeiro-Neto, coordenador do centro de pesquisa do Google em Belo Horizonte e um dos idealizadores da iniciativa, o interesse da empresa em dar o incentivo é buscar soluções para problemas reais da internet hoje e descobrir possíveis funcionários para a empresa.

“Não há qualquer condicionante que ligue os projetos escolhidos ao Google”, afirma. “A Fapesp também faz esse papel [de fomento acadêmico], a Capes, o CNPq. Isso não impede que o Google ofereça um estímulo adicional.” “Demos um salto no volume de produção acadêmica nos últimos 50 anos, mas precisamos agora de um salto qualitativo.”

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação participará do evento de anúncio, que será feito na capital mineira, com a presença do ministro Aldo Rebelo.

Os professores-orientadores responsáveis também recebem, mas um valor um pouco menor (US$ 675 e US$ 750, cerca de R$ 2.350 e R$ 2.100, respectivamente, para mestrado e para doutorado). Para Ribeiro-Neto, projetos que terão mais chance de ser aprovados devem ter abordagem diferente para enfrentar questões existentes ligadas à internet. “A web está passando por uma mudança revolucionária, como na parcela de usuários que só conhece o celular, nunca usou um computador. Seu comportamento é diferente, e buscamos entendê-lo.”

Áreas como internet das coisas, tecnologia de cidades inteligentes e convergência nas plataformas de entretenimento (como plataformas de smart TV) foram menos estudadas, e portanto projetos relacionados a elas podem ter mais chance de seleção, diz o professor. Serão exclusivamente aceitas pesquisas de instituições latino-americanas. A ideia é que o professor-orientador encaminhe a proposta ao Google.

A empresa tem um oferecimento semelhante nos EUA por meio de sua divisão Google for Education. (Yuri Gonzaga/Folhapress)

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