O governador José Ivo Sartori concedeu, nos últimos dias, entrevistas a grupos de comunicação do Estado. Na oportunidade, o chefe do Executivo foi questionado a respeito de assuntos que têm levantado polêmicas durante seus oito primeiros meses de governo.
Um deles é o projeto enviado pelo Executivo à Assembleia Legislativa reajustando a carga tributária. A proposta indica elevação da alíquota básica do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) de 17% para 18%, e aumento de 25% para 30% do tributo sobre gasolina, álcool, telecomunicações e energia elétrica. A intenção é elevar a arrecadação em quase 2 bilhões de reais.
Perguntado a respeito de sua promessa de campanha de não propor aumento de impostos sem que a população pedisse, Sartori alegou que se trata de uma questão de necessidade. “Não tem dinheiro”, disse o peemedebista, acrescentando que a realidade o obrigou a apresentar essa alternativa como tentativa de sair da crise que o Estado vivencia atualmente. Ele afirmou ainda esperar que o Legislativo colabore com a aprovação da matéria. “Chegou a hora de tomarmos uma atitude”, conclamou.
Outra pauta que tem causado desconforto, o atraso e o parcelamento de salários do funcionalismo, ficou sem uma resposta definitiva para agosto. Segundo o governador, ainda é necessário esperar as receitas que darão entrada no caixa do Estado nos próximos dias para saber quando será paga a primeira parcela e qual será o ponto de corte. Na ocasião de greve em função do não recebimento integral dos salários, Sartori declarou que “não gostaria que a sociedade fosse penalizada”, e que tenha as necessidades atendidas.
