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Governador Sartori afirma desconhecer suposta troca de cargos por votos entre Jardel e Casa Civil

Segundo Roso, os documentos do MP levantam indícios de que o parlamentar e ex-jogador do Grêmio recebeu ainda dez cargos comissionados no governo.

O governador José Ivo Sartori disse, em entrevista para uma rádio de Porto Alegre, na terça-feira, não saber os detalhes sobre o suposto esquema para troca de cargos por votos em projetos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, envolvendo assessores do deputado Mário Jardel (PSD) e da Casa Civil. A transcrição de áudios com a trama foi divulgada pelo presidente da Comissão de Ética da Assembleia, Juliano Roso (PCdoB).

O caso

“Temos as transcrições do MP [Ministério Público]. O que aparece no dia da votação das RPVs [requisições de pequeno valor], é a transcrição do diálogo de dois assessores preocupados que o deputado ainda não havia aparecido para votar”, afirmou Roso aos jornalistas, na segunda-feira, referindo-se à sessão do dia 10 de novembro, quando foi aprovado na Casa a proposta que reduz as despesas com pagamento das RPVs.

Segundo Roso, os documentos do MP levantam indícios de que o parlamentar e ex-jogador do Grêmio recebeu ainda dez cargos comissionados no governo, sendo um fantasma, para votar a favor dos projetos protocolados pelo Executivo na Assembleia. Em setembro, o voto do deputado do PSD foi considerado decisivo para a aprovação do aumento das alíquotas do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) pelo período de três anos – projeto considerado essencial para o governo gaúcho. Jardel apoia o governo Sartori, mas na ocasião disse que estava indeciso sobre o voto.

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