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Governadores defendem pacto entre os três Poderes e aceleração da vacinação no País

Eles afirmaram que há limites para expansão de leitos, por isso, as ações preventivas devem ser adotadas. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Governadores de diversos Estados divulgaram um comunicado nesta quarta-feira (10) em que defendem um pacto nacional entre os três Poderes da República e entre União, Estados e municípios contra a pandemia de Covid. Os governadores também reivindicaram a aceleração da vacinação no País.

Os governadores lembraram que conversaram sobre o pacto com os presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), em fevereiro. Agora, afirmam que a proposta se tornou ainda mais importante, diante do agravamento da pandemia.

“Em reunião realizada no dia 12 de fevereiro, os governadores debateram com os presidentes do Senado e da Câmara a proposta de uma ampla pactuação dos três Poderes e das três esferas da Federação, visando ao reforço da luta contra a pandemia do coronavírus. Reafirmamos tal proposição, que se tornou ainda mais emergencial pelo agravamento da situação sanitária”, afirmaram os governadores.

Eles também defenderam a implementação das medidas de isolamento e uso de máscara para conter o coronavírus. Os governadores afirmaram que há limites para expansão de leitos, por isso, as ações preventivas devem ser adotadas.

“Há limites objetivos à expansão de leitos hospitalares, tendo em vista escassez de insumos e de recursos humanos. Dessa forma, as medidas preventivas protegem as famílias, salvam vidas e asseguram viabilidade aos sistemas hospitalares. Medidas como o uso de máscaras e desestímulo a aglomerações tem sido usadas com sucesso na imensa maioria dos países, de todos os continentes”, diz o comunicado.

Nesta quarta, o Brasil registrou 2.286 mortes por covid-19 em 24 horas, o maior número desde o começo da pandemia. Além disso, o sistema de saúde dos Estados está em crise, com fila de espera em UTIs para pacientes com a doença.

Assinaturas

Os seguintes governadores assinaram o comunicado:

— Acre, Gladson Cameli (PP);

— Alagoas, Renan Filho (MDB);

— Amapá, Waldez Góes (PDT);

— Bahia, Rui Costa (PT);

— Ceará, Camilo Santana (PT);

— Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB);

— Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB);

— Goiás, Ronaldo Caiado (DEM);

— Maranhão, Flávio Dino (PCdoB);

— Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM);

— Minas Gerais, Romeu Zema (Novo);

— Pará, Helder Barbalho (MDB);

— Paraíba, João Azevedo (Cidadania);

— Paraná, Ratinho Júnior (PSD);

— Pernambuco, Paulo Câmara (PSB);

— Piauí, Wellington Dias (PT);

— Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT);

— Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB);

— Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL);

— São Paulo, João Doria (PSDB);

— Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD);

— Tocantins, Mauro Carlesse (DEM).

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