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Governo acha possível cumprir meta fiscal sem precisar cortar gastos

Ilustração

A limitação de despesas já está afetando serviços como a emissão de passaportes e as ações da PRF. (Foto: Banco de Dados)

A arrecadação federal continuou a cair em julho, mas em ritmo mais leve, segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta sexta-feira (19). O resultado, que ficou pela primeira vez no ano dentro do previsto pelo governo, pode evitar um bloqueio de despesas em setembro. Em julho, houve redução real (descontada a inflação) de 5,8% em relação a julho de 2015. Em junho, a queda fora mais intensa, de 7,14%.

A redução mais amena no mês levou a uma pequena melhora no resultado do acumulado do ano. A arrecadação, que registrava queda de 7,33% no primeiro semestre, passou a apresentar uma redução de 7,11% no acumulado em sete meses. A equipe econômica avaliou positivamente o resultado das receitas administradas do mês passado em relação a junho. Passou de R$ 96,8 bilhões para R$ 103,8 bilhões, um crescimento real de 7,3%.

“Nos meses de maio e junho, as receitas administradas ficaram R$ 2 bilhões a cada mês abaixo da nossa previsão. Agora, ela veio ligeiramente superior ao que estávamos esperando”, disse o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida.

A arrecadação total somou R$ 107,4 bilhões em julho e R$ 724,7 bilhões no acumulado de janeiro até o mês passado. Em valores corrigidos pela inflação, esses resultados são os piores desde 2010. A diminuição da arrecadação é reflexo da recessão econômica e gera dificuldade para o governo equilibrar as contas públicas. Para este ano, a meta fiscal é um déficit de R$ 170,5 bilhões.

Em julho, a Receita identificou uma alta de R$ 2 bilhões na arrecadação, quando comparada ao mesmo mês do ano passado, de IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e CSLL (Constribuição Social sobre o Lucro Líquido) pagos por empresas do setor financeiro. Segundo a Receita, essa diferença se deve ao fato de arrecadação ter sido baixo em julho do ano passado e não a um acontecimento extraordinário neste ano. (Folhapress)

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