O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nessa terça-feira (30) que a subvenção do diesel – implantada para reduzir o impacto da alta dos combustíveis em decorrência de conflitos no Oriente Médio – será encerrada nesta quarta-feira (1º).
A subvenção faz parte de um pacote de medidas adotado em março e abril. No primeiro momento, o governo previu um desconto de R$ 1,20 por litro do combustível, relativo a impostos federais e estaduais.
Em 31 de maio, o governo criou uma subvenção de 35 centavos por litro para substituir a desoneração de impostos federais que venceu no começo de junho. É esta subvenção que está sendo encerrada pelo governo a partir de julho.
“A gente foi atento e pronto para colocar as medidas de pé para não ser sócio da guerra e mitigar preços, também seremos atentos e teremos prontidão na retirada e na reversão das medidas”, disse Durigan.
O ministro disse que o governo está avaliando outras medidas ainda em vigor, como outra subvenção do diesel, de R$ 1,12, e de uma subvenção de R$ 0,44 por litro para a gasolina.
“Nos próximos dias, muito em breve, a gente vai fazer um anúncio de uma retirada ao menos em princípio, ou no mínimo gradual, parcial, também da subvenção da gasolina, assim que a gente acompanhando com a ANP [Agência Nacional de Petróleo], tiver os preços mais estabilizados como a gente tem percebido”, afirmou.
Histórico
Em maio, o governo anunciou o subsídio à gasolina importada ou produzida no Brasil. A medida, inicialmente, tinha previsão de duração de dois meses para conter os efeitos da guerra nos preços do petróleo.
O valor do subsídio é de R$ 0,44 por litro.
A retirada gradual das ações do governo está ligada ao recuo no preço do barril de petróleo.
Na semana passada, por exemplo, o barril do petróleo Brent, considerado uma das principais referências internacionais para a cotação da commodity, voltou ao patamar registrado antes do início da guerra. O preço ficou próximo de US$ 70, indicando uma retração em relação aos valores observados nos primeiros momentos do conflito.
Em março, quando a guerra começou, a cotação do Brent apresentou forte valorização diante das incertezas no mercado global de energia e chegou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril. O aumento refletiu as preocupações com possíveis impactos sobre a oferta mundial de petróleo, especialmente diante do cenário de instabilidade envolvendo países produtores e consumidores.
Nos primeiros meses após o início do conflito, o governo adotou medidas voltadas principalmente para o diesel e o gás de cozinha, produtos considerados de maior impacto para consumidores e setores essenciais da economia. As ações tinham como objetivo acompanhar as mudanças no mercado de combustíveis e reduzir os efeitos da alta dos preços sobre a população.
Posteriormente, o conjunto de medidas foi ampliado e passou a incluir também a gasolina e o querosene de aviação. A expansão ocorreu em meio às oscilações dos preços internacionais do petróleo e às discussões sobre alternativas para lidar com os reflexos da variação dos custos de energia no país.
Essas medidas estão passando por reavaliação. (Com informações do portal de notícias g1)
