A presidência da Argentina afirmou nessa terça-feira (27) que o ex-candidato Flávio Bolsonaro (PL) não pediu asilo ao governo de Javier Milei. “Não tem nenhum pedido de asilo e não há nada mais para acrescentar (quanto a isso)”, disse em coletiva de imprensa o porta-voz da Casa Rosada, Adrián Ravier.
Mais cedo, o ministério argentino da Segurança, pasta responsável pelo departamento de Imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária, havia afirmado que Flávio não entrou e não pediu para entrar no país.
Após publicação no site argentino Infobae de que o senador teria cruzado a fronteira entre Brasil e Argentina para ir em um voo privado até os Estados Unidos, o governo brasileiro acionou autoridades argentinas para alertar sobre um eventual risco de fuga do ex-candidato.
No fim da manhã dessa terça (27), a Casa Rosada informou em comunicado que a Direção Nacional de Migrações “não registrou qualquer entrada de Flávio Bolsonaro na República Argentina”.
“Em razão da repercussão midiática sobre a presença de um avião privado no Aeroporto Internacional de Iguazú, as autoridades procederam com os controles correspondentes à aeronave e à tripulação”, acrescentou o texto.
O senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou aos Estados Unidos com sua mulher e filhas nessa terça-feira (27). A informação foi confirmada por fontes ligadas ao governo americano.
O senador deixou o país após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar que ele entregasse seus passaportes comum e diplomático à PF (Polícia Federal).
Segundo relatos feitos à CNN Brasil, o parlamentar demonstrou irritação com a determinação e Moraes. Alvo de inquéritos no STF, o senador temia ser preso.
Apesar de ter afirmado que corria risco de prisão, aliados de Flávio o aconselharam a não deixar o país, durante uma reunião na segunda-feira (26) com os principais nomes de sua campanha no escritório de um de seus advogados, no Lago Sul, em Brasília. Foi a última vez que Flávio falou com a maioria deles.
O senador ficará sem mandato a partir de fevereiro de 2027, pela primeira vez em 24 anos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos após sua derrota nas eleições presidenciais, informou um assessor do presidente americano à CNN.
Autoridades do governo Trump estavam cientes, na segunda-feira (26), de que Bolsonaro tinha cerca de 24 horas para entregar seu passaporte, e deixaram claro ao candidato brasileiro que sua entrada nos EUA seria permitida, disse o assessor.
Os EUA estão emitindo vistos para Bolsonaro e sua família, informaram anteriormente duas autoridades americanas.
Uma fonte brasileira próxima a Flávio afirmou que o senador temia ser preso no Brasil. Ele está sendo investigado por supostos atos de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As informações são da CNN.
