A arrecadação federal com apostas esportivas eletrônicas, as chamadas bets, no período acumulado de janeiro a setembro foi de R$ 6,86 bilhões, segundo o coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal, Marcelo Gomide. Em 25 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) proibiu as bets de funcionarem no País por uma medida provisória. Por isso, os dados de outubro devem refletir essa queda na arrecadação.
No acumulado até aqui, foram R$ 3,72 bilhões com tributação de aposta de quota fixa e mais R$ 3,14 bilhões com os encargos das empresas em si, como Imposto de Renda e outros.
Lucros e dividendos
A Receita Federal também informou nessa quinta-feira, 22, que a arrecadação com a tributação de lucros e dividendos atingiu R$ 5,260 bilhões de janeiro a setembro. No mês, o valor arrecadado foi de R$ 1,230 bilhão.
No último Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, o governo reduziu a projeção de arrecadação com esse tributo para R$ 10,5 bilhões para o ano de 2026. No relatório anterior, a projeção era de R$ 17 bilhões.
O imposto foi criado para compensar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Arrecadação federal
A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 239,384 bilhões em setembro, informou a Receita Federal nesta quinta-feira, 22. O montante ficou praticamente em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ 239,640 bilhões em setembro (mediana), após R$ 235,566 bilhões em agosto. As estimativas variam de R$ 235,00 bilhões a R$ 256 bilhões.
O resultado de setembro representa uma alta de 5,62% na comparação com o mesmo mês de 2025, descontada a inflação do período. Foi o maior para o mês desde 2000, início da série histórica.
O IRPJ e a CSLL somaram uma arrecadação de R$ 29,820 bilhões, um crescimento de 1,06% em relação ao mesmo mês de 2025. O IRRF para rendimentos de capital arrecadou R$ 12,061 bilhões, um aumento real na casa de 9,87%, resultado explicado pela tributação de dividendos, a partir de 2026, e pelo aumento nominal de 9,68% na categoria de “Aplicação de Renda Fixa (PF e PJ)”.
A Receita Previdenciária arrecadou R$ 64,588 bilhões, crescendo 6,18% em relação a setembro do último ano. Esse desempenho está associado à expansão de 1,72% da massa salarial de agosto de 2026 em relação a agosto de 2025, além de um aumento real de 7,42% na arrecadação do Simples Nacional.
As receitas com o IOF, por sua vez, tiveram queda de 9,06% real frente a setembro de 2025 e atingiram R$ 8,041 bilhões.
O imposto de exportação de petróleo arrecadou R$ 2,943 bilhões em setembro. A alíquota de 12% foi criada, segundo o governo, para garantir o abastecimento de petróleo no País durante a guerra no Oriente Médio. No ano, a arrecadação com o imposto chega a R$ 12,869 bilhões.
No ano, até setembro, a arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 2,351 trilhões. O montante representa alta de 6,97% na comparação com o mesmo período de 2025, descontada a inflação do período. O resultado acumulado até setembro é o maior para o período desde 2000.
No relatório de divulgação, o fisco atribui o desempenho da arrecadação em 2026 a alguns destaques, como a Receita Previdenciária, que teve uma arrecadação de R$ 575,925 bilhões, com crescimento real de 5,16%.
Esse resultado se justifica pelo crescimento real de 3,27% da massa salarial e de 5,95% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário de janeiro a setembro de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. “Além disso, houve crescimento de 16,22% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a setembro de 2025”, escreve no documento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
