O Palácio do Planalto chega com grande preocupação e apreensão à primeira grande manifestação do ano. Nos monitoramentos diários de redes sociais, há a avaliação de que a mobilização está grande e que pode ser catalisadora do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Porém, se os protestos forem fracos, o governo acredita que isso dará fôlego à presidenta, que vive há meses em um verdadeiro “inferno astral” e que terminou a semana dando declaração à imprensa avisando que não renuncia ao mandato. O momento é considerado decisivo e delicado para todos e há uma preocupação com a possibilidade de confrontos, caso haja enfrentamento de grupos a favor e contra.
Durante toda a semana passada a presidenta Dilma comandou reuniões e também apelou ao PT e aos movimentos sociais, por meio dos seus ministros, para que cancelem os eventos marcados para este domingo, pelo menos nas cidades onde já existem manifestações agendadas contra o governo. O objetivo é evitar violência e graves confrontos.
Em entrevista à imprensa, Dilma voltou a pedir que não haja excessos por nenhum dos lados e disse que não acredita em enfrentamento. “Faço um grande apelo às pessoas para que sejam capazes de manifestar de forma pacífica”, conclamou. Apesar da preocupação com seus impactos, o governo está tentando encarar os protestos com naturalidade. (AE)
