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Governo brasileiro vai quitar quase a metade da dívida do País com os organismos internacionais

Em 2026, dos 30 partidos registrados, 10 deles receberam a cota mínima de 2%, que equivale a R$ 3,3 milhões. (Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)

Os 3 bilhões de reais que o governo deve liberar nos próximos dias para pagar dívidas do Brasil com organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas, não quitam nem metade da fatura. O total que o País tem a pagar, até o fim deste ano, chega a 6,7 bilhões de reais, segundo cálculos do Itamaraty e do Ministério do Planejamento.

Desses, 3,5 bilhões de reais são para organismos e outros 3,2 bilhões de reais para bancos multilaterais. Essas dívidas se referem a mensalidades que o Brasil, como membro dessas organizações, tem de pagar. Mas, por causa da crise fiscal, os atrasos se acumularam. As consequências do calote variam conforme entidade. A punição mais drástica é a perda do direito a voto.

Segundo fontes, os 3 bilhões de reais serão suficientes para regularizar as situações mais graves. O dinheiro pode ser esticado porque, em alguns casos, não é preciso acertar integralmente a dívida para restabelecer os direitos do País. Basta um pequeno pagamento. Em outros, é possível acumular algum tempo de atraso até que comece a haver problemas.

Paralelamente, o governo analisa se realmente é necessário o Brasil participar de todos os organismos dos quais é membro. Uma comissão formada por Itamaraty, Planejamento, Fazenda e Casa Civil faz um pente fino.

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