O governo do Reino Unido afirmou ter interceptado nessa segunda-feira (13) bombardeiros russos que sobrevoavam perto de Shetland, um conjunto de ilhas ao norte da Escócia. O Kremlin não se posicionou.
Caso confirmado, este será o sobrevoo de aviões militares russos mais próximo do território britânico – que faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) – desde o início da guerra na Ucrânia.
“Estamos prontos para combater qualquer ameaça potencial ao território do Reino Unido”, disse o ministro das Forças Armadas britânicas, James Heappey.
Segundo Heappey, o episódio aconteceu pela manhã. Ele não disse se houve resistência por parte das aeronaves russas.
Mais cedo, o governo russo afirmou apenas que bombardeiros estratégicos haviam realizado operações de rotina sobre águas internacionais do Ártico.
Avião norueguês
Por sua vez, a Rússia afirmou, nessa segunda-feira, que um de seus caças MiG-29 impediu que um avião de patrulha norueguês P-8A Poseidon violasse sua fronteira na área do mar de Barents. Incidente ocorreu em meio a uma aproximação do teatro de guerra na Ucrânia em áreas territoriais da Otan no Mar Negro, e de crescente tensão fronteiriça entre a Bielorrússia de um lado e Polônia e Lituânia de outro – duas nações integrantes da aliança militar ocidental encabeçada pelos Estados Unidos.
“Quando o caça russo se aproximou, o avião militar estrangeiro deu meia volta e voou para longe da fronteira da Federação Russa”, informou o Ministério da Defesa, especificando que a aeronave norueguesa era um Boeing P-8A Poseidon, um avião de patrulha marítima. “Não foi permitida nenhuma violação da fronteira da Federação Russa”, acrescentou.
A interceptação é uma manobra que envolve a escolta de um avião considerado muito próximo ou dentro do espaço aéreo. De acordo com o ministério russo, tudo ocorreu em cumprimento às regras internacionais, “sem cortar sua trajetória” ou “aproximações perigosas”.
Os incidentes entre aviões russos e de países da Otan, incluindo a Noruega, se multiplicaram nos últimos anos, antes mesmo do início do conflito na Ucrânia. Aconteciam com frequência no mar Báltico, mas também no Mar Negro e em outros lugares.
O Exército norueguês disse em abril que rastreou e identificou, como parte de uma missão da aliança, um esquadrão russo composto por dois bombardeiros estratégicos e três caças no espaço aéreo internacional sobre o mar de Barents, no oceano Ártico. Nessa segunda-feira, o Exército russo relatou que vários de seus bombardeiros e caças estratégicos realizaram “voos planejados” sobre águas internacionais nos mares Báltico, Barents, Norueguês e Siberiano Oriental, Beaufort e Chukchi. As informações são do portal de notícias G1, do jornal O Globo e de agências internacionais de notícias.
