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Governo dos Estados Unidos cancelou mais de 175 mil vistos de estrangeiros desde que Trump assumiu a presidência do país em janeiro do ano passado

A maioria dos vistos foi revogada após "encontros com a polícia". (Foto: Reprodução)

O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou nessa segunda-feira (10) que revogou mais de 175 mil vistos de estrangeiros durante o governo do presidente Donald Trump. Donald Trump assumiu oficialmente o cargo de 47º presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2025.

Em comunicado, o departamento afirmou que as revogações visavam estrangeiros que “violaram os termos de seus vistos, cometeram crimes, incitaram violência contra cidadãos americanos, fraudaram americanos, abusaram do nosso sistema de imigração ou colocaram em risco a segurança nacional”.

A maioria dos vistos foi revogada após “encontros com a polícia”, sendo as principais causas agressão, direção sob efeito de álcool ou drogas, roubo e crimes relacionados a drogas, informou o departamento.

Entre os casos específicos citados estão uma pessoa acusada de estupro e agressão sexual, outra acusada de sequestro e tráfico de pessoas, e uma pessoa que enfrenta mais de uma dúzia de acusações de posse de material de abuso sexual infantil.

O governo Trump também afirmou ter revogado os vistos de vários estrangeiros que “comemoraram” o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk , incluindo um que disse que ele “morreu tarde demais”.

Repressão à imigração

Os dados são um retrato da ampla repressão à imigração, que já retirou privilégios de viagem e imigração de dezenas de milhares de pessoas, iniciada no ano passado, começo do novo mandato de Donald Trump.

No dia 31 de julho, o Departamento de Estado dos EUA anunciou outra medida. Disse que decidiu tornar permanente um programa de fiança para vistos que exige que cidadãos de 50 países, principalmente da África, depositem fianças de até US$ 20 mil ao solicitarem vistos para os EUA.

De acordo com o comunicado, divulgado publicamente no site oficial do departamento, o projeto-piloto, que foi testado durante um ano, “forneceu dados suficientes para sugerir que um programa de fiança de visto é uma ferramenta eficaz”.

A medida atinge vistos de negócios e turismo – B1 e B2 – e tem como objetivo prevenir “a permanência ilegal” no país.

“Os funcionários consulares podem exigir que os solicitantes de vistos de não imigrante abrangidos depositem uma caução de até US$ 20.000 como condição para a emissão do visto, conforme determinado pelos funcionários consulares”, diz o texto. O Brasil não está incluído no programa.

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