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Governo estuda cortar Imposto sobre Operações Financeiras e Imposto de Renda de aluguel de aviões para minimizar impacto da guerra no Irã

Alta no preço do petróleo causada pelo conflito no Oriente Médio aumenta custos do querosene de aviação. (Foto: Reprodução)

O governo federal deve anunciar nos próximos dias uma série de medidas para tentar minimizar os impactos da guerra no Irã sobre o setor aéreo. Entre as opções em estudo estão a diminuição do Imposto de Renda sobre o aluguel de aeronaves e um corte do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para algumas transações internacionais.

Segundo Tomé Franca, secretário-executivo do Ministério dos Portos e Aeroportos, as medidas foram discutidas em reunião com a participação do Ministério da Fazenda, das companhias aéreas e da secretaria nacional de aviação civil.

“Estamos buscando outras alternativas para a diminuição do custo para a aviação brasileira, como a diminuição do Imposto de Renda sobre o leasing [aluguel de aeronaves], a diminuição do IOF para as transações internacionais. É um debate que está instalado”, afirmou Franca a jornalistas.

De acordo com o secretário, há outras linhas de atuação em estudo. Uma delas é a criação de uma linha de crédito para financiamento do QAV (querosene de aviação) dentro do FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil).

“Nós tínhamos uma linha específica para o SAF [combustível verde], e vamos fazer a apresentação de uma linha específica para o QAV considerando a situação geopolítica”, afirmou.

Franca disse que o governo está trabalhando para que o Fundo de Garantia à Exportação, gerido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), possa servir como um garantidor desses financiamentos.

“A gente sabe que 30% a 40% do custo da aviação é combustível. E o combustível tem tanto esse impacto da taxa de câmbio quanto da questão geopolítica.”

Segundo Franca, a área econômica recebeu bem as propostas, que devem ser anunciadas “em breve”.

“O Ministério da Fazenda reagiu de forma muito positiva, está atento a essa questão e sabe da importância do setor da aviação para a população, para a logística, para o transporte, para a integração nacional.”

A escalada da guerra no Oriente Médio levou alguns dos principais setores do país a pedir medidas emergenciais do governo para conter os impactos econômicos e logísticos que já geram problemas em diferentes cadeias.

No começo do mês, as companhias aéreas já tinham procurado o governo para tratar do impacto tributário sobre o querosene de aviação. A sinalização é de que o QAV poderia ser alvo de medidas semelhantes às adotadas para o diesel, como redução de PIS e Cofins, além de eventuais subsídios. (As informações são da Folha de S. Paulo)

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