Sem dinheiro em caixa, o Ministério da Educação está atrasando o pagamento a editoras pela compra de livros didáticos dos ensinos médio e fundamental. Segundo as empresas, há o risco de a autointitulada Pátria Educadora, slogan escolhido pelo governo Dilma Rousseff para o segundo mandato da petista, não conseguir entregar parte dos livros no ano que vem. O governo descarta a hipótese, mas não comenta os atrasos.
As editoras trabalham com uma dívida na casa dos 600 milhões de reais, valor que inclui despesas de remessa por Correios e programas de distribuição de livros para a rede pública. Levantamento feito no sistema de acompanhamento de gastos federais mostra que os livros entregues até outubro somavam uma despesa de 545,8 milhões de reais. Disso, a pasta pagou apenas 106,4 milhões de reais, em um descompasso sem precedente recente.
Editores, que preferem não se identificar por temer represálias em um mercado regulado, descrevem dificuldades. Há, dizem eles, dívidas pendentes com gráficas, e a falta de capacidade de obter empréstimos bancários, devido à falta de garantias, ameaça o fechamento da folha de pagamento neste fim de ano. (Folhapress)
