O governo federal avalia como “muito provável” que uma investigação dos Estados Unidos sobre trabalho forçado em 60 países, incluindo o Brasil, resulte em uma taxação adicional de 12,5% nas exportações oriundas dessas nações, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, na quinta-feira (16).
A avaliação de Elias Rosa é de que essa tarifa foi proposta pelo governo do presidente Donald Trump para substituir uma alíquota emergencial de 10% implementada após a Suprema Corte dos EUA derrubar o tarifaço de 2025. Essa tarifa vence na próxima semana.
O USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) propôs, em documento divulgado no começo de junho, a imposição de tarifas adicionais sobre produtos do Brasil e de outras 59 economias que teriam se omitido ao tomar medidas contra o comércio de mercadorias provenientes de trabalho forçado.
No comunicado, o governo norte-americano afirma que esses países falham ao impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado.
Segundo o USTR, 54 economias – entre elas, a brasileira – não conseguiram impor nem aplicar de maneira eficaz uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado, ficando sujeitas à tarifa adicional de 12,5%. Já outras seis não conseguiram aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado e deverão ser atingidas por uma tarifa de 10%.
