Ainda sob o impacto da notícia da aceitação do pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, o governo passou na quinta-feira uma primeira orientação à sua base de apoio na Câmara dos Deputados, a de tentar um desfecho o mais rápido possível para o caso.
Essa linha de ação deverá ser adotada caso fracassem as tentativas de barrar o processo no STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) reuniu no Palácio do Planalto líderes de partidos aliados e, segundo relatos, pediu celeridade, sob a avaliação de que uma extensão do caso até os primeiros meses de 2016, além de representar um “sangramento em praça pública”, pode dar margem ao crescimento de movimentos de rua contrários a Dilma e de dissidências dentro da base aliada.
Deflagrado na terça-feira, o procedimento do impeachment tem duração de cerca de 30 dias na Câmara, mas o recesso parlamentar começa no dia 23 deste mês. Há a hipótese, defendida também pela oposição, de convocação extraordinária do Congresso, mas para isso deve haver um ato conjunto dos presidentes da Câmara e do Senado aprovado pelo plenário das duas Casas.
Governo orienta base de apoio a tentar desfecho rápido para impeachment

Governo teme que um “sangramento em praça pública”, pode dar margem ao crescimento de movimentos de rua contrários a Dilma e de dissidências dentro da base aliada. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)